Em 2014, tivemos o aniversário de 200 anos do físico sueco Anders Jonas Angström, um dos criadores da espectroscopia. Esse método de análise permitiu a observação das frequências características de emissão de um elemento químico quando excitado. Como essas frequências eram uma espécie de “assinatura” específica de cada elemento, isso permitiu a Angström desvendar a composição química do Sol a partir do seu espectro, o que posteriormente foi feito para outras estrelas.
A espectroscopia teve um papel fundamental no desenvolvimento do modelo atômico de Bohr e os primeiros passos da física quântica. Hoje sabemos que essa radiação emitida em frequências bem definidas são explicadas a nível microscópico
pela agitação dos átomos, relacionada à temperatura e às chamadas radiações de calor.
por processos de decaimento que ocorrem no núcleo do átomo, também sendo usadas na geração de energia nuclear.
pela passagem dos elétrons do átomo de um nível de energia maior para um menor.
por choques inelásticos entre átomos, perdendo energia na forma de radiação.
pela interação eletromagnética existente entre os componentes com carga de um átomo (elétrons e prótons).
Gabarito:
pela passagem dos elétrons do átomo de um nível de energia maior para um menor.
Solução: (C)
O modelo de Bohr propõe que os elétrons que orbitam o núcleo do átomo possuem apenas algumas órbitas permitidas, com níveis de energia bem definidos. Isso leva à determinação das camadas K,L,M,N... e as suas respectivas subcamadas. Os elétrons podem ganhar ou perder energia desde que estejam em um desses níveis de energia e não haja nenhum outro elétron nesse mesmo estado.
Se o elétron é excitado e ganha energia, pode subir até um nível de energia mais alto. Ao perder energia, ele libera um fóton de luz em uma frequência proporcional à energia que perdeu, conforme a equação de Planck, E = hf. Isso faz com que a radiação emitida dessa forma possua frequências bem definidas, limitadas pelos níveis de energia permitidos no átomo.