As grandes cidades devem responder a cinco tipos de objetivos: nova base econômica, infraestrutura urbana, qualidade de vida, integração social e governabilidade. Somente gerando uma capacidade de resposta a estes propósitos poderão, por um lado, ser competitivas para o exterior e inserir-se nos espaços econômicos globais, por outro, dar garantias a sua população de um mínimo de bem-estar para que a convivência democrática possa se consolidar.
A resposta a estes objetivos requer um projeto de cidade cuja construção pode apoiar-se em elementos diferenciados. Um bom exemplo pode ser a sensação de crise que provocou, em algumas cidades, uma reação conjunta do governo local e dos principais agentes econômicos na realização de uma transformação da infraestrutura urbana para facilitar a passagem do modelo industrial tradicional para o de centro terciário qualificado.
BORJA, J. CASTELLS, M. As Cidades como Atores Políticos. Revista Novos Estudos, nº45, julho de 1996, p. 155.
No excerto apresentado, dois importantes sociólogos urbanos comentam a situação das cidades no contexto histórico da virada para o século XXI, situação que é muito similar ao que se vive ainda hoje. De acordo com o texto, percebe-se que os maiores desafios referentes ao futuro da gestão das cidades e dos poderes locais passam pelo(a)
mediação entre processos internacionais e suas expressões localizadas.
busca de princípios democráticos contra interesses tradicionais estabelecidos.
desenvolvimento de infraestrutura para reativação da industrialização.
concepção de um Estado mínimo e destituído de encargos com o bem-estar social.
estatização de operações econômicas com o objetivo de gerar empregos.
Gabarito:
mediação entre processos internacionais e suas expressões localizadas.