(ENEM - 2022)
Los niños de nuestro olvido
Escribo sobre un destino
Que apenas puedo tocar
En tanto un niño se inventa
Con pegamento un hogar
Mientras busco las palabras
Para hacer esta canción
Un niño esquiva las balas
Que buscan su corazón
Acurrucado en mí calle
Duerme un niño y la piedad
Arma lejos un pesebre
Y juega a la navidad
Arma lejos un pesebre
Y juega a la navidad
Y juega a la navidad
Y juega, y juega, y juega…
La niñez de nuestro olvido
Pide limosna en un bar
Y lava tu parabrisas
Por un peso, por un pan
Si las flores del futuro
Crecen con tanto dolor
Seguramente mañana
Será un mañana sin sol
SOSA, M. In: Corazón libre. Argentina: E.D.G.E., 2004 (fragmento).
No texto, a expressão “un mañana sin sol” é usada para concluir uma critica ao(à)
descanso diante da problemática de crianças em situação de rua.
violência característica do cotidiano das grandes metrópoles.
estímulo à mendicância nos centros urbanos.
tendência de informalização do trabalho.
falta de serviços de saúde adequados.
Gabarito:
descanso diante da problemática de crianças em situação de rua.
A) CORRETA: pois o poema apresenta que as crianças em situação de rua vivem um grande descaso por parte da população e dos órgãos governamentais, porque esse povo infantil que deveria estar desfrutando da infância (brincando, tendo sonhos, etc.) está tendo preocupações de adulto.
B) INCORRETA: o foco do poema não está em falar da violência das grandes metrópoles, até porque vemos haver um debate nesse texto a respeito da condição das crianças de hoje que vivem em situação de rua.
C) INCORRETA: não há uma crítica ao estímulo à mendicância, até porque não há nada no texto que informa que as pessoas estão incentivando a mendicância, mas sim que essa é a situação atual de muitas crianças no país argentino.
D) INCORRETA: o foco ao se falar das crianças em situação de rua não está em criticar a tendência da informalidade do trabalho, mas sim em mostrar como a necessidade do trabalho está chegando logo cedo às crianças.
E) INCORRETA: pois os serviços de saúde não são colocados em destaque nesse poema.