(ENEM PPL - 2022)
O povo indígena Wajãpi utiliza o Kusiwa — reconhecido como bem imaterial da humanidade em 2003 — como repertório codificado de padrões gráficos que decora e colore o corpo e os objetos. Para além de enfeitar, Kusiwa aparece como “arte”, “marca”, “pintura” e “desenho”. Esses grafismos ultrapassam a noção estética e alcançam a cosmologia e as crenças religiosas.
ALMEIDA, C. S.; CARDOSO, P. B. Arte coussiouar, perspectivas históricas de alteridade e reconhecimento. Espaço Ameríndio, n. 1, jan.-jul. 2021.
O povo Wajãpi, que vive na Serra do Tumucumaque, entre Amapá, Pará e Guiana Francesa, vivencia práticas culturais que
perdem significado quando desprovidas de elementos gráficos.
revelam uma concepção de arte para além de funções estéticas.
funcionam como elementos de representação figurativa de seu mundo.
padronizam uma mesma identidade gráfica entre diferentes povos indígenas.
primam pela utilização dos grafismos como contraposição ao mundo imaginário.
Gabarito:
revelam uma concepção de arte para além de funções estéticas.
a) Alternativa incorreta. O Kusiwa é uma série de elementos gráficos, logo, não há como utilizá-lo sem os elementos gráficos. Ou seja, não se trata de uma questão de perda de significado, mas de impossibilidade.
b) Alternativa correta. Isso pode ser confirmado no trecho "Esses grafismos ultrapassam a noção estética e alcançam a cosmologia e as crenças religiosas".
c) Alternativa incorreta. Trata-se de padrões gráficos, ou seja, padronagens codificadas. Sendo assim, não há uma representação figurativa do mundo.
d) Alternativa incorreta. O povo que usa o Kusiwa é o Wajãpi, logo, não há uma mesma identidade gráfica entre diferentes povos (isso não é citado pelo texto).
e) Alternativa incorreta. Como os grafismos alcançam a cosmologia e as crenças religiosas, eles não se contrapõem ao mundo imaginário.