(ENEM PPL - 2022)
TEXTO I
O homem atual está sacrificando conhecimentos profundos de qualidade em prol de informações cada vez mais reduzidas, o que dá uma imagem incompleta do mundo em que cremos viver. Por isso as numerosas notícias de hoje serão esquecidas amanhã, uma vez que serão substituídas por outras numerosas notícias. Quanto mais informações tem uma sociedade, um acúmulo excessivo, menos memória guardamos, o que diminui sua profundidade histórica, e, por conseguinte, também a capacidade que se tem para conduzi-la com as nossas próprias mãos.
Disponível em: www.revistaesfinge.com.br. Acesso em: 13 out. 2021 (adaptado).
TEXTO II
Esc (Caverna digital)
O que Maria vê
Seu João não vê
Dentro de cada universo
Cada um enxerga e sente
Com seu cada qual
O que Francisco diz
Bia num entendeu
Já tinha visto tanta coisa
Que na sua cabeça tudo logo se perdeu
Me faz lembrar onde estamos
Digitalmente perdidos
Me faz lembrar nosso rumo
Liquidamente entretidos [...]
Lá fora um vendaval (aqui na)
Caverna digital
Ficamos inventando histórias
Uma ilusão perfeita do que era pra ser
Olho que tudo vê
Ela ele você
SCALENE. Magnitite. São Paulo: Red Bull Studios, 2017 (fragmento).
Na comparação entre os dois textos, constata-se que a crítica comum a ambos refere-se ao(à)
aversão ao controverso
incompreensão entre as pessoas.
esvaziamento das relações sociais.
distanciamento sistemático da realidade
incredulidade frente aos acontecimentos.
Gabarito:
distanciamento sistemático da realidade
a) Alternativa incorreta. Nenhum dos textos apresenta uma crítica de aversão ao que é controverso.
b) Alternativa incorreta. O segundo texto até toca a incompreensão entre pessoas, mas o primeiro, não.
c) Alternativa incorreta. Nenhum dos textos fala sobre esvaziação das relações sociais.
d) Alternativa correta. Ambos os textos criticam, justamente, o distanciamento sistemático da realidade, a falta de filtro do que é importante ou não devido à grande quantidade de informações a que somos expostos, inclusive causando ruídos de comunicação entre diferentes pessoas, já que algumas notícias chegam para uns e outras, para outros.
e) Alternativa incorreta. Os textos não trazem uma referência à incredulidade frente aos acontecimentos relatados aos quais as pessoas têm acesso.