(ENEM PPL - 2022)
Tiranos de nós mesmos: a servidão voluntária na era da sociedade do desempenho
Byung-Chul Han, no opúsculo Sociedade do cansaço, discute a ascensão de um novo paradigma social, em que a sociedade disciplinar de Foucault é substituída pela sociedade do desempenho. Esse novo modelo social é movido por um imperativo de maximizar a produção. Nós, sujeitos de desempenho, somos constante e sistematicamente pressionados a aperfeiçoar nossa performance e a aumentar nossa produção.
A crença subjacente, segundo Han, é a de que nada é impossível. Nós podemos fazer tudo. Estamos constantemente pressionados por um poder fazer ilimitado. É um excesso de positividade, que se constitui em verdadeira violência neuronal.
E por isso produzimos. Produzimos até a exaustão. E, mesmo cansados, continuamos produzindo. Uma meta é sempre substituída por outra. A tarefa nunca acaba. É frustrante e esgotante. O resultado é uma sociedade que gera fracassados e depressivos, a quem só resta recorrer a medicamentos para continuar produzindo mais eficientemente.
Disponível em: http://justificando.cartacapital.com.br. Acesso em: 24 ago. 2017 (adaptado).
Com base nessa reflexão acerca do livro Sociedade do cansaço, que discute o novo modelo da sociedade do desempenho, o resenhista a
conceitua, apresenta seus fundamentos e conclui com suas consequências.
fundamenta com argumentos, apresenta sua conclusão e oferece exemplos.
descreve, apresenta suas consequências e conclui com sua conceituação.
exemplifica, apresenta sua fundamentação e avalia seus resultados.
discute, apresenta seu conceito e promove uma discussão.
Gabarito:
conceitua, apresenta seus fundamentos e conclui com suas consequências.
a) Alternativa correta. O resenhista apresenta o conceito de sociedade do cansaço, mostra de onde ele foi tirado e desenvolve as consequências dessa nova prática que é, hoje, muito forte em nossa sociedade.
b) Alternativa incorreta. Não há argumentação ou exemplificações na resenha.
c) Alternativa incorreta. A conceituação está no começo do texto, não no final.
d) Alternativa incorreta. Não há exemplificação ou avaliação de resultados (apenas a menção de consequências).
e) Alternativa incorreta. Não há a promoção de uma discussão, mas sim de uma reflexão.