(ENEM - 2022)
Eu estava pagando o sapateiro e conversando com um preto que estava lendo um jornal. Ele estava revoltado com um guarda civil que espancou um preto e amarrou numa árvore. O guarda civil é branco. E há certos brancos que transforma o preto em bode expiatório. Quem sabe se guarda civil ignora que já foi extinta a escravidão e ainda estamos em regime de chibata?
JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014.
O texto que guarda a grafia original da autora, expõe uma característica da sociedade brasileira, que é o(a):
Racismo estrutural.
Desemprego latente.
Concentração de renda.
Exclusão informacional.
Precariedade da educação.
Gabarito:
Racismo estrutural.
a) Correta. Racismo estrutural.
Carolina Maria de Jesus descreve uma exériência de um homem preto que havia conhecido, a qual era bastante semelhante ao período escravocrata, demonstrando as persistências do racismo na sociedade brasileira, de forma mais evidente e até mais velada.
b) Incorreta. Desemprego latente.
O desemprego não é tangenciado no texto, pois todos estão empregados.
c) Incorreta. Concentração de renda.
A concentração de renda não é enlencado como o dilema fundamental no texto, embora esteja presente no racismo.
d) Incorreta. Exclusão informacional.
Não tem qualquer relação com o texto.
e) Incorreta. Precariedade da educação.
O fato de o guarda permanecer agindo daquela forma não demonstra a precariedade da educação.