Questão 14926

(Uel 2014) Weber compreende a cidade como uma expressão tipicamente ligada à racionalidade ocidental. Com base nos conhecimentos da sociologia weberiana sobre a racionalidade ocidental, considere as afirmativas a seguir.

I. A compreensão da cidade ocidental moderna é possível quando se considera uma sequência causal universal na história.
II. A existência do capitalismo como sociedade específica do mundo ocidental moderno explica o surgimento das cidades.
III. A explicação da cidade no Ocidente exige compreender a existência de diferentes formas do poder e da dominação.
IV. Um dos traços fundamentais da cidade no Ocidente é a constituição de um corpo burocrático administrativo regular.

Assinale a alternativa correta.

A

Somente as afirmativas I e II são corretas.

B

Somente as afirmativas I e IV são corretas.

C

Somente as afirmativas III e IV são corretas.

D

Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

E

Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Gabarito:

Somente as afirmativas III e IV são corretas.



Resolução:

INCORRETAS:

I. A afirmativa trata da cidade ocidental moderna, apontando que só é possível compreendê-la se considerada uma sequência de causal universal na história. Essa "sequência causal universal na história" se refere a uma cadeia de acontecimentos globais que levam ao surgimento da cidade moderna, como se a cidade só pudesse ser compreendida a partir de um único sistema de leis que regem a história e a sociedade.

No entanto, a sociologia de Weber não acredita que a sociedade (e, consequentemente, o surgimento das cidades) seja regida por uma sequência causal única, capaz de explicar o desenvolvimento histórico ou a existência de uma determinada manifestação histórica. Weber procura compreender a especificidade cultural em um momento histórico específico, considerando a sequência causal particular.

II. A afirmativa aponta que, de acordo com a sociologia weberiana, o surgimento das cidades ocorreu porque o capitalismo era a sociedade específica do ocidente. No entanto, Weber considera que as cidades medievais do fim da era feudal que originaram as cidades do ocidente, antes do surgimento do capitalismo, e é esse fenômeno que ele investiga: o significado cultural da cidade ocidental pré-capitalista no surgimento do capitalismo moderno.

O erro da afirmativa II está na causalidade. Para Weber, não é exatamente o capitalismo que explica o surgimento das cidades, a cidade (medieval) é que estava na gênese do capitalismo, ela já existia antes e é esse processo que ele estuda. Ele interrogava-se sobre o significado cultural da cidade ocidental na emergência do capitalismo moderno.

 

CORRETAS:

III. A ideia de tipos de dominação está presente em toda a obra de Weber, e em seu texto sobre a cidade não seria diferente. Para ele, só é possível compreender a cidade ocidental por meio da identificação das formas de poder e dos tipos de dominação que nela existem.

IV. Segundo Weber, para existir uma cidade é necessário que se tenha um aparato burocrático e administrativo que a faça funcionar. Esse é um dos critérios cruciais que o autor usa para definir uma cidade, porque isso confere autonomia à ela.



Questão 1841

(Uel 2010) Observe a frase: “Os deputados decidiram errar onde não poderiam” e assinale a alternativa que corresponde ao uso correto do termo “onde”.

 

O labirinto da internet

 

Um paradoxo da cultura contemporânea é a incapacidade da maioria dos políticos de entender a comunicação política. Essa disfunção provoca, muitas vezes, resultados trágicos. É o caso da lei votada pela Câmara dos Deputados para regular o uso da internet nas eleições. Se aprovada sem mudanças pelo Senado, vai provocar um forte retrocesso numa área em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo – sua legislação de comunicação eleitoral. Sim, a despeito da má vontade de alguns e, a partir daí, de certos equívocos interpretativos, o Brasil tem uma das mais modernas legislações de comunicação eleitoral do mundo. O nosso modelo de propaganda gratuita, via renúncia fiscal, é tão conceitualmente poderoso que se sobressai a alguns anacronismos da lei, como o excesso de propaganda partidária em anos não eleitorais ou a ridícula proibição de imagens externas em comerciais de TV. Os deputados decidiram errar onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação. Para nós da área, ela abre fronteiras tão imprevisíveis e desconcertantes como foram a Teoria da Relatividade para a física, a descoberta do código genético para a biologia, o inconsciente para a psicologia ou a atonalidade para a música. Na comunicação política, a internet é rota ainda difícil de navegar. [...] Desde sua origem nas cavernas, o modo de expressão política tem dado pulos evolutivos sempre que surge um novo meio. [...] Foram enormes os pulos causados pela imprensa, pelo rádio, pelo cinema e pela TV na forma e no modo de fazer política. Mas nada perto dos efeitos que trará a internet. Não só por ser uma multimídia de altíssima concentração, mas também porque sua capilaridade e interatividade planetária farão dela não apenas uma transformadora das técnicas de indução do voto, mas o primeiro meio na história a mudar a maneira de votar. Ou seja, vai transformar o formato e a cara da democracia. No futuro, o eleitor não vai ser apenas persuadido, por meio da internet, a votar naquele ou naquela candidata. Ele simplesmente vai votar pela internet de forma contínua e constante.

(Adaptado de: SANTANA, João. O labirinto da internet. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2007200909.htm>. Acesso em: 20 jul. 2009).

 

 

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Questão 1842

(Uel 2010) Considerando as frases a seguir:

I. “Minha nova bolsa da Luiz Vitão”.

II. “Pelo tamanho, deve caber todos os seus sonhos”.

 

 

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Questão 1854

(UEL - 2010) 

FOLHA – Seus estudos mostram que, entre os mais escolarizados, há maior preocupação com a corrupção. O acesso à educação melhorou no país, mas a aversão à corrupção não parece ter aumentado. Não se vê mais mobilizações como nos movimentos pelas Diretas ou no Fora Collor. Como explicar? ALMEIDA – Esta questão foi objeto de grande controvérsia nos Estados Unidos. Quanto maior a escolarização, maior a participação política. Mas a escolaridade também cresceu lá, e não se viu aumento de mobilização. O que se discutiu, a partir da literatura mais recente, é que, para acontecerem grandes mobilizações, é necessária também a participação atuante de uma elite política. No caso das Diretas-Já, por exemplo, essa mobilização de cima para baixo foi fundamental. O governador de São Paulo na época, Franco Montoro, estava à frente da mobilização. No Rio, o governador Leonel Brizola liberou as catracas do metrô e deu ponto facultativo aos servidores. No caso de Collor, foi um fenômeno mais raro, pois a mobilização foi mais espontânea, mas não tão grande quanto nas Diretas. Porém, é preciso lembrar que Collor atravessava um momento econômico difícil. Isso ajuda a explicar por que ele caiu com os escândalos da época, enquanto Lula sobreviveu bem ao mensalão. Collor não tinha o apoio da elite nem da classe média ou pobre. Já Lula perdeu apoio das camadas mais altas, mas a população mais pobre estava satisfeita com o desempenho da economia. Isso fez toda a diferença nos dois casos. A preocupação de uma pessoa muito pobre está muito associada à sobrevivência, ao emprego, à saúde, à própria vida. Para nós, da elite, jornalistas, isso já está resolvido e outras questões aparecem como mais importantes. São dois mundos diferentes.

(Adaptado de: GOIS, Antonio. Mais conscientes, menos mobilizados. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br//fsp/mais/fs2607200914.htm>. Acesso em: 26 jul. 2009)

Considere o trecho:

“Isso fez toda a diferença nos dois casos. A preocupação de uma pessoa muito pobre está muito associada à sobrevivência, ao emprego, à saúde, à própria vida. Para nós, da elite, jornalistas, isso já está resolvido e outras questões aparecem como mais importantes. São dois mundos diferentes.”.

As palavras grifadas são

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Questão 1859

(Uel 1997) PERTO DE mil pessoas estiveram PRESENTES ao festival DE INVERNO. As expressões em destaque na frase anterior são, respectivamente,

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