(Uel 2015) O dinheiro alterou enormemente as relações sociais e, no desenvolvimento da história econômica da sociedade, atingiu o seu ápice com o modo de produção capitalista.
Com base nos conhecimentos sobre os estudos de Karl Marx, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as explicações sobre a produção da riqueza na sociedade capitalista.
A mercantilização das relações de produção e de reprodução, por intermédio do dinheiro, possibilita a desmistificação do fetichismo da mercadoria.
Enquanto mediação da relação social, o dinheiro demonstra as particularidades das relações entre indivíduos, como as políticas e as familiares.
O dinheiro tem a função de revelar o valor de uso das mercadorias, ao destacar a valorização diferenciada entre os diversos trabalhos.
O dinheiro é um instrumento técnico que facilita as relações de troca e evidencia a exploração contida no trabalho assalariado.
O dinheiro caracteriza-se por sua capacidade de expressar um valor genérico equivalente, intercambiável por qualquer outro valor.
Gabarito:
O dinheiro caracteriza-se por sua capacidade de expressar um valor genérico equivalente, intercambiável por qualquer outro valor.
A: Incorreta. Segundo Karl Marx, a mercantilização universal e geral das relações econômicas, políticas e sociais, no sistema capitalista, por intermédio de um equivalente geral e universal de troca, o dinheiro, ao contrário da afirmação, resulta em fetichização da mercadoria, pois iguala relações de trabalho desiguais e, portanto, reproduz as contradições de classes.
B: Incorreta. Contrariamente à afirmativa, para Karl Marx, o dinheiro, no capitalismo, enquanto mediação das relações sociais não demonstra as particularidades dessas relações e as dos indivíduos, bem como as relações políticas e as familiares, pois assume universalidade e disfarça os seus resultados sociais, quais sejam: a produção de mercadoria, as relações de exploração econômica e de dominação política, tanto entre classes quanto entre indivíduos. Portanto, contribui para a reprodução da dominação econômica, política e institucional. Conclui-se, portanto, que as particularidades dos indivíduos desaparecem em suas relações recíprocas, assim como as relações políticas, familiares.
C: Incorreta. Para Karl Marx, o dinheiro não revela o valor de uso das mercadorias, nem destaca a valorização diferenciada entre os diversos trabalhos. Por meio do dinheiro, a mercadoria aparece como “coisa”, como valor de troca e não como valor de uso. Oculta o caminho da produção da mercadoria, esconde as relações de trabalho desiguais. No capitalismo, o dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem.
D: Incorreta. Para Karl Marx, o dinheiro não é mero instrumento técnico que facilita as relações de troca, pois, no capitalismo, ao se transformar em um valor genérico equivalente, intercambiável por qualquer outro valor, o dinheiro assume um caráter de fetiche, esconde relações de exploração e desiguais de trabalho entre capitalistas e assalariados, as relações contraditórias entre as classes sociais.
E: Correta. Segundo Karl Marx, no capitalismo, a produção de riqueza se traduz na produção da mercadoria. Essa produção é expressão das relações desiguais e de exploração do trabalho socialmente necessário, que se torna concreto quando encarnado em um equivalente geral de trocas que é o dinheiro (a moeda). Para o autor, no capitalismo, quando os seres humanos usam o dinheiro, estão realizando o intercâmbio de seus respectivos trabalhos na produção da riqueza, o dinheiro aparece como uma coisa mediadora entre eles, como compradora de qualquer coisa. Nesses termos, o dinheiro nega valor ao trabalho e o “coisifica”, se autonomiza e vira fetiche, pois iguala relações de troca de trabalho desiguais, resultando em uma ilusão de que a mercadoria é apenas uma relação entre coisas, que se destinam à satisfação das necessidades humanas. O dinheiro, ao se tornar forma equivalente de troca, assume universalidade e disfarça o seu resultado social, ou seja, a produção de riqueza e o caminho de uma mercadoria ao posto hegemônico de monopólio social. Portanto, para Karl Marx, o dinheiro nada mais é do que o produto de relações entre mercadorias e entre pessoas, expressa a alienação do trabalho e da existência humana.
(Uel 2010) Observe a frase: “Os deputados decidiram errar onde não poderiam” e assinale a alternativa que corresponde ao uso correto do termo “onde”.
O labirinto da internet
Um paradoxo da cultura contemporânea é a incapacidade da maioria dos políticos de entender a comunicação política. Essa disfunção provoca, muitas vezes, resultados trágicos. É o caso da lei votada pela Câmara dos Deputados para regular o uso da internet nas eleições. Se aprovada sem mudanças pelo Senado, vai provocar um forte retrocesso numa área em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo – sua legislação de comunicação eleitoral. Sim, a despeito da má vontade de alguns e, a partir daí, de certos equívocos interpretativos, o Brasil tem uma das mais modernas legislações de comunicação eleitoral do mundo. O nosso modelo de propaganda gratuita, via renúncia fiscal, é tão conceitualmente poderoso que se sobressai a alguns anacronismos da lei, como o excesso de propaganda partidária em anos não eleitorais ou a ridícula proibição de imagens externas em comerciais de TV. Os deputados decidiram errar onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação. Para nós da área, ela abre fronteiras tão imprevisíveis e desconcertantes como foram a Teoria da Relatividade para a física, a descoberta do código genético para a biologia, o inconsciente para a psicologia ou a atonalidade para a música. Na comunicação política, a internet é rota ainda difícil de navegar. [...] Desde sua origem nas cavernas, o modo de expressão política tem dado pulos evolutivos sempre que surge um novo meio. [...] Foram enormes os pulos causados pela imprensa, pelo rádio, pelo cinema e pela TV na forma e no modo de fazer política. Mas nada perto dos efeitos que trará a internet. Não só por ser uma multimídia de altíssima concentração, mas também porque sua capilaridade e interatividade planetária farão dela não apenas uma transformadora das técnicas de indução do voto, mas o primeiro meio na história a mudar a maneira de votar. Ou seja, vai transformar o formato e a cara da democracia. No futuro, o eleitor não vai ser apenas persuadido, por meio da internet, a votar naquele ou naquela candidata. Ele simplesmente vai votar pela internet de forma contínua e constante.
(Adaptado de: SANTANA, João. O labirinto da internet. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2007200909.htm>. Acesso em: 20 jul. 2009).
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(Uel 2010) Considerando as frases a seguir:
I. “Minha nova bolsa da Luiz Vitão”.
II. “Pelo tamanho, deve caber todos os seus sonhos”.
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(UEL - 2010)
FOLHA – Seus estudos mostram que, entre os mais escolarizados, há maior preocupação com a corrupção. O acesso à educação melhorou no país, mas a aversão à corrupção não parece ter aumentado. Não se vê mais mobilizações como nos movimentos pelas Diretas ou no Fora Collor. Como explicar? ALMEIDA – Esta questão foi objeto de grande controvérsia nos Estados Unidos. Quanto maior a escolarização, maior a participação política. Mas a escolaridade também cresceu lá, e não se viu aumento de mobilização. O que se discutiu, a partir da literatura mais recente, é que, para acontecerem grandes mobilizações, é necessária também a participação atuante de uma elite política. No caso das Diretas-Já, por exemplo, essa mobilização de cima para baixo foi fundamental. O governador de São Paulo na época, Franco Montoro, estava à frente da mobilização. No Rio, o governador Leonel Brizola liberou as catracas do metrô e deu ponto facultativo aos servidores. No caso de Collor, foi um fenômeno mais raro, pois a mobilização foi mais espontânea, mas não tão grande quanto nas Diretas. Porém, é preciso lembrar que Collor atravessava um momento econômico difícil. Isso ajuda a explicar por que ele caiu com os escândalos da época, enquanto Lula sobreviveu bem ao mensalão. Collor não tinha o apoio da elite nem da classe média ou pobre. Já Lula perdeu apoio das camadas mais altas, mas a população mais pobre estava satisfeita com o desempenho da economia. Isso fez toda a diferença nos dois casos. A preocupação de uma pessoa muito pobre está muito associada à sobrevivência, ao emprego, à saúde, à própria vida. Para nós, da elite, jornalistas, isso já está resolvido e outras questões aparecem como mais importantes. São dois mundos diferentes.
(Adaptado de: GOIS, Antonio. Mais conscientes, menos mobilizados. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br//fsp/mais/fs2607200914.htm>. Acesso em: 26 jul. 2009)
Considere o trecho:
“Isso fez toda a diferença nos dois casos. A preocupação de uma pessoa muito pobre está muito associada à sobrevivência, ao emprego, à saúde, à própria vida. Para nós, da elite, jornalistas, isso já está resolvido e outras questões aparecem como mais importantes. São dois mundos diferentes.”.
As palavras grifadas são
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(Uel 1997) PERTO DE mil pessoas estiveram PRESENTES ao festival DE INVERNO. As expressões em destaque na frase anterior são, respectivamente,
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