(FGV - 2017) Os chamados Atos de Navegação, instituídos na Inglaterra em 1651,
eram recomendações teóricas que buscavam estimular o livre comércio internacional.
constituíram-se como um instrumento jurídico que proibia o tráfico de escravos para a América inglesa.
foram uma forma de articulação entre a Inglaterra e o poderio naval holandês frente ao poderio ibérico.
estabeleceram regras para a navegação marítima visando combater as práticas de pirataria.
eram um conjunto de leis que ampliavam o controle metropolitano inglês sobre as suas colônias.
Gabarito:
eram um conjunto de leis que ampliavam o controle metropolitano inglês sobre as suas colônias.
a) eram recomendações teóricas que buscavam estimular o livre comércio internacional.
Incorreta. O Ato de Navegação não almeja o livre comércio e não era apena um "recomendação teórica" foi uma lei, uma prática.
b) constituíram-se como um instrumento jurídico que proibia o tráfico de escravos para a América inglesa.
Incorreta. O Ato de Navegação não incidia sobre a questão do tráfico de escravos.
c) foram uma forma de articulação entre a Inglaterra e o poderio naval holandês frente ao poderio ibérico.
Incorreta. O Ato de Navegação foi um atitude contra a Holanda e não uma articulação entre Inglaterra e Holanda.
d) estabeleceram regras para a navegação marítima visando combater as práticas de pirataria.
Incorreta. O Ato de Navegação não tratava sobre a questão da pirataria.
e) eram um conjunto de leis que ampliavam o controle metropolitano inglês sobre as suas colônias.
Correta. O Ato de Navegação foi instituído por Oliver Cromwell em 1651 durante o período em que ele governou a Inglaterra e transformou esta em uma república ditatorial. Este ato permitia que as mercadorias importadas chegassem a Inglaterra apenas por meio de embarcações inglesas, o que impedia a chegada de embarcação estrangeira garantindo assim a supremacia inglesa no comércio marítimo que estava sendo ameaçada pelo Holanda que neste período desenvolveu uma grande e forte frota naval. Ademais, este ato se estendia às colônias e reforçava a relação de exclusividade destas com a metrópole.
(FGV - 2005)
Assinale a alternativa correta a respeito da frase "Toninho não era muito caprichoso. Vestiu a camisa de trás para a frente e saiu".
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(FGV - 2008)
No plural, a frase - Imposto direto sobre o contracheque era coisa, salvo engano, inexistente. - assume a seguinte forma:
Com a sociedade de consumo nasce a figura do contribuinte. Tanto quanto a palavra consumo ou consumidor, a palavra contribuinte está sendo usada aqui numa acepção particular. No capitalismo clássico, os impostos que recaíam sobre os salários o faziam de uma forma sempre indireta. Geralmente, o Estado taxava os gêneros de primeira necessidade, encarecendo-os. Imposto direto sobre o contra-cheque era coisa, salvo engano, inexistente. Com o advento da sociedade de consumo, contudo, criaram-se as condições políticas para que o imposto de renda afetasse uma parcela significativa da classe trabalhadora. Quem pode se dar ao luxo de consumir supérfluos ou mesmo poupar, pode igualmente pagar impostos.
Fernando Haddad, Trabalho e classes sociais. Em: Tempo Social, outubro de 1997.
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(FGV - 2008)
Assinale a alternativa em que a mudança da posição do adjetivo no texto altera o sentido da frase.
ESTAMOS CRESCENDO DEMAIS?
O nosso "complexo de vira-lata" tem múltiplas facetas. Uma delas é o medo de crescer. Sempre que a economia brasileira mostra um pouco mais de vigor, ergue-se, sinistro, um coro de vozes falando em "excesso de demanda" "retorno da inflação" e pedindo medidas de contenção.
O IBGE divulgou as Contas Nacionais do segundo trimestre de 2007. Não há dúvidas de que a economia está pegando ritmo. O crescimento foi significativo, embora tenha ficado um pouco abaixo do esperado. O PIB cresceu 5,4% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A expansão do primeiro semestre foi de 4,9% em comparação com igual período de 2006.(...)
A turma da bufunfa não pode se queixar. Entre os subsetores do setor serviços, o segmento que está "bombando" é o de intermediação financeira e seguros - crescimento de 9,6%. O Brasil continua sendo o paraíso dos bancos e das instituições financeiras.
Não obstante, os porta-vozes da bufunfa financeira, pelo menos alguns deles, parecem razoavelmente inquietos. Há razões para esse medo? É muito duvidoso. Ressalva trivial: é claro que o governo e o Banco Central nunca podem descuidar da inflação. Se eu fosse cunhar uma frase digna de um porta-voz da bufunfa, eu diria (parafraseando uma outra máxima trivializada pela repetição): "O preço da estabilidade é a eterna vigilância".
Entretanto, a estabilidade não deve se converter em estagnação. Ou seja, o que queremos é a estabilidade da moeda nacional, mas não a estabilidade dos níveis de produção e de emprego.
A aceleração do crescimento não parece trazer grande risco para o controle da inflação. Ela não tem nada de excepcional.
O Brasil está se recuperando de um longo período de crescimento econômico quase sempre medíocre, inferior à média mundial e bastante inferior ao de quase todos os principais emergentes. O Brasil apenas começou a tomar um certo impulso. Não vamos abortá-lo por medo da inflação.
(Folha de S.Paulo, 13.09.2007. Adaptado)
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