Questão 47378

(ENEM PPL - 2019)

Dicen que hablamos muy alto. Algunos, incluso, piensan que no hablamos sino que gritamos. La corresponsal mexicana Patricia Alvarado admite que, a veces, pedimos perdón, pero es “para arrebatarle la palabra al otro y seguir hablando”. Nos reprochan que escuchamos poco. O nada. “Cuando dos españoles se enfrentan están más pendientes de las palabras que van a utilizar en la réplica que en reflexionar sobre los argumentos que les están exponiendo”, opina el alemán Paul Ingendaay, del Frankfurter Allgemeine. “Ninguna autocrítica le sirve al español para cambiar”.

Disponível em: www.larioja.com. Acesso em: 15 ago. 2012 (adaptado).

De acordo com o texto, ao participarem de um diálogo, os espanhóis habitualmente

A

se enfurecem com os ouvintes e exageram no gestual.

B

se apoderam do turno de fala e opinam com obstinação.

C

se ofendem com a audiência e censuram os argumentos contrários.

D

se desculpam com o grupo e reconhecem o tom de voz inadequado.

E

se interessam por entender as considerações e preferem diálogos cordiais.

Gabarito:

se apoderam do turno de fala e opinam com obstinação.



Resolução:

[B]

a) Incorreta. Não há referência à linguagem corporal, aos gestos. Tampouco se afirma uma fúria, mas sim um enfrentamento pelo momento de falar. 

b) Correta. A referência ao costume espanhol de “arrebatarle la palabra al otro y seguir hablando”, ou seja, tomar a palavra para continuar falando, mostra que os espanhóis são obstinados em imprimir sua opinião em um diálogo e assumem com frequência o turno de fala. 

c) Incorreta. O texto não afirma que há uma ofensa, e atesta que o foco não é em ouvir e refutar os argumentos do outro, mas sim expressar os seus próprios. 

d) Incorreta. A correspondente mexicana afirma que o "Perdão" não é uma forma de desculpar-se genuinamente, reconhecer a inadequação, mas sim de retomar o turno de fala e continuar expondo os próprios argumentos. 

e) Incorreta. O texto revela justamente o contrário: um desinteresse geral na escuta e uma falta de cordialidade nos diálogos habituais dos espanhóis. 



Questão 1828

(Enem PPL 2014) Contam, numa anedota, que certo dia Rui Barbosa saiu às ruas da cidade e se assustou com a quantidade de erros existentes nas placas das casas comerciais e que, diante disso, resolveu instituir um prêmio em dinheiro para o comerciante que tivesse o nome de seu estabelecimento grafado corretamente. Dias depois, Rui Barbosa saiu à procura do vencedor. Satisfeito, encontrou a placa vencedora: “Alfaiataria Águia de Ouro”. No momento da entrega do prêmio, ao dizer o nome da alfaiataria, Rui Barbosa foi interrompido pelo alfaiate premiado, que disse: – Sr. Rui, não é “águia de ouro”; é “aguia de ouro”!

O caráter político do ensino de língua portuguesa no Brasil. Disponível em: http://rosabe.sites.uol.com.br. Acesso em: 2 ago. 2012.


A variação linguística afeta o processo de produção dos sentidos no texto. No relato envolvendo Rui Barbosa, o emprego das marcas de variação objetiva

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Questão 1831

(ENEM PPL - 2010) 

Quando vou a São Paulo, ando na rua ou vou ao mercado, apuro o ouvido; não espero só o sotaque geral dos nordestinos, onipresentes, mas para conferir a pronúncia de cada um; os paulistas pensam que todo nordestino fala igual; contudo as variações são mais numerosas que as notas de uma escala musical. Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí têm no falar de seus nativos muito mais variantes do que se imagina. E a gente se goza uns dos outros, imita o vizinho, e todo mundo ri, porque parece impossível que um praiano de beira-mar não chegue sequer perto de um sertanejo de Quixeramobim. O pessoal do Cariri, então, até se orgulha do falar deles. Têm uns tês doces, quase um the; já nós, ásperos sertanejos, fazemos um duro au ou eu de todos os terminais em al ou el – carnavau, Raqueu... Já os paraibanos trocam o l pelo r. José Américo só me chamava, afetuosamente, de Raquer.

Queiroz, R. O Estado de São Paulo. 09 maio 1998 (fragmento adaptado).

Raquel de Queiroz comenta, em seu texto, um tipo de variação linguística que se percebe no falar de pessoas de diferentes regiões. As características regionais exploradas no texto manifestam-se 

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Questão 2707

 (ENEM PPL - 2010)

AMARAL, Tarsila do. O mamoeiro. 1925, óleo sobre tela, 65x70, IEB/USP.

O modernismo brasileiro teve forte influência das vanguardas europeias. A partir da Semana de Arte Moderna, esses conceitos passaram a fazer parte da arte brasileira definitivamente. Tomando como referência o quadro O mamoeiro, identifica-se que nas artes plásticas, a 

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Questão 3051

(Enem PPL 2015)

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