Questão 54450

No final do século XIX, o sociólogo francês Émile Durkheim demonstrou, em sua obra O suicídio (1897), que os suicídios são fortemente influenciados por forças sociais, tendo motivações de natureza coletiva, e não estritamente individuais.

A partir do gráfico, assinale a alternativa que indica corretamente uma assertiva deste estudo sociológico pioneiro.

A

Em ambientes de forte integração social, tendem a ocorrer suicídios anômicos.

B

O suicídio altruísta se dá em contextos de ruptura entre o sentido das ações individuais e das ações sociais.

C

Tanto o suicídio egoísta quanto o anômico são característicos das modernas sociedades industriais.

D

O suicídio fatalista ocorre em grupos de baixa coesão social, onde a regulação é fraca ou ineficaz.

E

O suicídio egoísta é diretamente proporcional à elevação do grau de integração social.

Gabarito:

Tanto o suicídio egoísta quanto o anômico são característicos das modernas sociedades industriais.



Resolução:

A) Incorreta. Em ambientes de forte integração social tendem a ocorrer suicídios altruístas.

B) Incorreta. O suicídio altruísta se dá em contexto de forte integração social, isto é, em contexto em que as ações individuais estão fortemente relacionadas com as ações coletivas.

C) Correta. O suicídio egoísta e anômico são predominantes nas sociedades capitalistas e modernas, pois são praticados por aqueles indivíduos que não estão devidamente integrados à sociedade (no caso do suicídio anômico) ou quando as normas sociais estão encontram-se ausentes (no caso do suicídio anômico), condições estas que só são possíveis num contexto de solidariedade orgânica, portanto, pois há um maior desenvolvimento das consciências individuais

D) Incorreta. Essa é a definição de suicídio egoísta.

E) Incorreta. O suicídio egoísta é proporcional à diminuição do grau de interação social. 



Questão 1849

(FGV - 2005)

Assinale a alternativa correta a respeito da frase "Toninho não era muito caprichoso. Vestiu a camisa de trás para a frente e saiu".

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Questão 1850

(FGV)

Assinale a alternativa gramaticalmente correta.

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Questão 1855

(FGV - 2008)

No plural, a frase - Imposto direto sobre o contracheque era coisa, salvo engano, inexistente. - assume a seguinte forma:

Com a sociedade de consumo nasce a figura do contribuinte. Tanto quanto a palavra consumo ou consumidor, a palavra contribuinte está sendo usada aqui numa acepção particular. No capitalismo clássico, os impostos que recaíam sobre os salários o faziam de uma forma sempre indireta. Geralmente, o Estado taxava os gêneros de primeira necessidade, encarecendo-os. Imposto direto sobre o contra-cheque era coisa, salvo engano, inexistente. Com o advento da sociedade de consumo, contudo, criaram-se as condições políticas para que o imposto de renda afetasse uma parcela significativa da classe trabalhadora. Quem pode se dar ao luxo de consumir supérfluos ou mesmo poupar, pode igualmente pagar impostos.

Fernando Haddad, Trabalho e classes sociais. Em: Tempo Social, outubro de 1997.

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Questão 1863

(FGV - 2008)

Assinale a alternativa em que a mudança da posição do adjetivo no texto altera o sentido da frase.

ESTAMOS CRESCENDO DEMAIS?

O nosso "complexo de vira-lata" tem múltiplas facetas. Uma delas é o medo de crescer. Sempre que a economia brasileira mostra um pouco mais de vigor, ergue-se, sinistro, um coro de vozes falando em "excesso de demanda" "retorno da inflação" e pedindo medidas de contenção.

O IBGE divulgou as Contas Nacionais do segundo trimestre de 2007. Não há dúvidas de que a economia está pegando ritmo. O crescimento foi significativo, embora tenha ficado um pouco abaixo do esperado. O PIB cresceu 5,4% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A expansão do primeiro semestre foi de 4,9% em comparação com igual período de 2006.(...)

A turma da bufunfa não pode se queixar. Entre os subsetores do setor serviços, o segmento que está "bombando" é o de intermediação financeira e seguros - crescimento de 9,6%. O Brasil continua sendo o paraíso dos bancos e das instituições financeiras.

Não obstante, os porta-vozes da bufunfa financeira, pelo menos alguns deles, parecem razoavelmente inquietos. Há razões para esse medo? É muito duvidoso. Ressalva trivial: é claro que o governo e o Banco Central nunca podem descuidar da inflação. Se eu fosse cunhar uma frase digna de um porta-voz da bufunfa, eu diria (parafraseando uma outra máxima trivializada pela repetição): "O preço da estabilidade é a eterna vigilância".

Entretanto, a estabilidade não deve se converter em estagnação. Ou seja, o que queremos é a estabilidade da moeda nacional, mas não a estabilidade dos níveis de produção e de emprego.

A aceleração do crescimento não parece trazer grande risco para o controle da inflação. Ela não tem nada de excepcional.

O Brasil está se recuperando de um longo período de crescimento econômico quase sempre medíocre, inferior à média mundial e bastante inferior ao de quase todos os principais emergentes. O Brasil apenas começou a tomar um certo impulso. Não vamos abortá-lo por medo da inflação.

(Folha de S.Paulo, 13.09.2007. Adaptado)

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