(UNICAMP - 2021 - 1ª fase)
All aboard the flat earth cruise – just don’t tell them about nautical navigation
A group of people who believe the Earth is flat have announced their “boldest adventure yet”: a Flat Earth cruise scheduled for 2020. Flat earthers will enjoy swimming pools and perhaps even an artificial surf wave. There’s just one problem for those celebrating the flatness of the Earth. The navigational systems cruise ships, and other vessels, use rely on the fact that the Earth is not flat. “Nautical charts are designed with that in mind: that the Earth is round. GPS relies on 24 main satellites which orbit the Earth to provide positional and navigational information. The reason why 24 satellites were used is because of the curvature of the Earth,” said Henk Keijer, a former cruise ship captain who sailed all over the globe during a 23-year career. “At least three satellites are required to determine a position. But someone located on the other side of the Earth would also like to know their position, so they also require a certain number of satellites. Had the Earth been flat, a total of three satellites would have been enough to provide this information to everyone on Earth. But it is not enough, because the Earth is round.”
(Adaptado de https://www.theguardian.com/science/2019/jan/09/flat-earth-cruisenautical-navigation. Acessado em 20/08/2020.)
A respeito do fato noticiado, o autor do texto ressalta
uma contradição.
uma confirmação.
um equívoco da ciência.
uma inversão de valores.
Gabarito:
uma contradição.
RESOLUÇÃO KUADRO
a) CORRETA, uma vez que o autor do texto diz que existe apenas um “problema” com o fato de os terraplanistas fazerem um cruzeiro pelo mar: o fato de que o navio se orienta com base no pressuposto que a Terra é redonda, apontando a contradição nesse ato empreendido por eles e apresentando mais informações sobre isso.
b) INCORRETA, pois o fato de que os navios se orientam com base no fato de que a Terra é redonda não confirma o pressuposto dos terraplanistas, pelo contrário, o invalida.
c) INCORRETA, pois a ciência, responsável pelo desenvolvimento dos GPS e dos satélites, que orientam os navios, tem como um pressuposto básico o fato de que a Terra é redonda.
d) INCORRETA, pois acreditar que a Terra é plana ou redonda não é um valor, mas sim uma crença pessoal.
RESOLUÇÃO UNICAMP
A alternativa a aponta corretamente a contradição que é ressaltada no texto e já poderia ser inferida do próprio título da notícia: “All aboard the flat earth cruise – just don’t tell them about nautical navigation”. A contradição consiste em embarcar em um cruzeiro de terraplanistas que utiliza um sistema de navegação só eficiente porque a terra é, de fato, redonda, não plana. A alternativa b menciona “confirmação”, o que não ocorre, pelo contrário. A alternativa c aponta um “equívoco da ciência”, o que é falso (se há um equívoco, é o da crença dos terraplanistas que embarcam naquele cruzeiro, uma vez que o articulista não põe em dúvida em nenhum momento o que a ciência diz sobre a esfericidade da terra). Por fim, a alternativa d menciona “Inversão de valores”, que não encontra respaldo na reportagem.
(Unicamp 2016)
Em sua versão benigna, a valorização da malandragem corresponde ao elogio da criatividade adaptativa e da predominância da especificidade das circunstâncias e das relações pessoais sobre a frieza reducionista e generalizante da lei. Em sua versão maximalista e maligna, porém, a valorização da malandragem equivale à negação dos princípios elementares de justiça, como a igualdade perante a lei, e ao descrédito das instituições democráticas.
(Adaptado de Luiz Eduardo Soares, Uma interpretação do Brasil para contextualizar a violência, em C. A. Messeder Pereira, Linguagens da violência. Rio de Janeiro: Rocco, 2000, p. 23-46.)
Considerando as posições expressas no texto em relação à valorização da malandragem, é correto afirmar que:
Ver questão
(UNICAMP - 2016 - 1ª fase)
É possível fazer educação de qualidade sem escola
É possível fazer educação embaixo de um pé de manga? Não só é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.
Decepcionado com o processo de “ensinagem”, o antropólogo Tião Rocha pediu demissão do cargo de professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e criou em 1984 o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento).
Curvelo, no Sertão mineiro, foi o laboratório da “escola” que abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a sala de aula e envolveu crianças e familiares na pedagogia da roda. “A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque estão preocupados com a aprendizagem. É uma construção coletiva”, explica.
O educador diz que a roda constrói consensos. “Porque todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não podemos uniformizar.”
Nesses 30 anos, o educador foi engrossando seu dicionário de terminologias educacionais, todas calcadas no saber popular: surgiu a pedagogia do abraço, a pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão e até oficinas de cafuné. Esta última foi provocada depois que um garoto perguntou: “Tião, como faço para conquistar uma moleca?” Foi a deixa para ele colocar questões de sexualidade na roda.
Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma UTI educacional, em que “mães cuidadoras” fazem “biscoito escrevido” e “folia do livro” biblioteca em forma de festa) para ajudar na alfabetização. E ainda colocou em uso termos como “empodimento”, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: “Pode [fazer tal coisa], Tião?” Seguida da resposta certeira: “Pode, pode tudo”.
Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do futuro não existirá e que ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as erramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem.
"Educação se faz com bons educadores, e o modelo escolar arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de falência. Não precisamos de sala, recisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os nstrumentos possíveis que levem o menino a aprender.”
Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano Suassuna para dizer que “terceira idade é para fruta: verde, madura e podre”, Tião diz se entir “privilegiado” de viver o que já viveu e acreditar na utopia de não haver mais nenhuma criança analfabeta no Brasil. “Isso não é uma política e governo, nem de terceiro setor, é uma questão ética”, pontua.
(Qsocial, 09/12/2014. Disponível em http://www.cpcd.org.br/portfolio/e_possivel_fazer_educacao_de_qualidade_100_escola/.)
A partir da identificação de várias expressões nominais ao longo do texto, é correto afirmar que:
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(Unicamp 2016)
Em relação ao trecho “E ainda colocou em uso termos como ‘empodimento’, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: ‘Pode [fazer tal coisa], Tião?’ Seguida da resposta certeira: ‘Pode, pode tudo’”, é correto afirmar
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(Unicamp 2015)
Dados numéricos e recursos linguísticos colaboram para a construção dos sentidos de um texto.
Leia os títulos de notícias a seguir sobre as vendas do comércio no último Dia dos Pais.
Venda para o Dia dos Pais cresceu 2% em relação ao ano passado.
Adaptado de O Diário Online, 15/08/2014. Disponível em http://www.odiarioonline.com.br/noticia/26953/. Acessado em 20/08/2014.
Só 4 em cada 10 brasileiros compraram presentes no Dia dos Pais.
Época São Paulo, 17/08/2014. Disponível em http://epoca.globo.com/regional/sp/Consumo. Acessado em 20/08/2014.
Podemos afirmar que:
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