(UFU - 2020 - 1ª FASE)
Conforme se observa na figura, em função de sua localização geográfica, o Brasil tem seu clima influenciado por praticamente todas as massas de ar que atuam na América do Sul.
Em relação às massas de ar, às principais características e à influência delas no clima do Brasil, assinale a alternativa correta.
A mTc atua nas regiões Sul e Centro-Oeste. As baixas altitudes dessas regiões permitem o seu avanço, provocando a formação de chuvas frontais e o fenômeno da friagem no Nordeste e na Amazônia.
A mTa forma os ventos alísios de sudeste. No inverno, provoca chuvas frontais no litoral nordestino; já no litoral das regiões Sul e Sudeste, o encontro com as áreas elevadas da Serra do Mar provoca chuvas orográficas.
A mEc atua em todas as regiões brasileiras, provocando chuvas torrenciais no inverno. No verão, devido à fisionomia do relevo, mEc é responsável pela formação das chuvas convectivas que ocorrem no sul do país.
A mEa origina-se próximo ao arquipélago dos Açores, originando alísios de nordeste. No inverno, provoca bloqueio atmosférico, impedindo a atuação da mPa, formando veranicos em todas as regiões.
Gabarito:
A mTa forma os ventos alísios de sudeste. No inverno, provoca chuvas frontais no litoral nordestino; já no litoral das regiões Sul e Sudeste, o encontro com as áreas elevadas da Serra do Mar provoca chuvas orográficas.
(A) Incorreta. A mTc (Massa Tropical Continental) não influencia com tanta força as regiões nordeste e norte, sua atuação é predominante na região Sul do Brasil.
(B) Correta. A direção da mTa é a mesma dos Ventos Alísios, que saem das latitudes dos trópicos e se movimentam em direção ao Equador. Nesse caso, essa massa de ar é úmida pois tem origem no oceano e atinge o litoral brasileiro com mais intensidade.
(C) Incorreta. A mEc tem uma precipitação ainda mais forte no verão, não no inverno. Isso acontece pois no verão a evapotranspiração é maior, devido ao aumento da temperatura, levando a uma formação mais acentuada da ZCIT (Zona de Convergência Intertropical). Além disso, a fisionomia do relevo não influencia em chuvas convectivas, e sim em chuvas orográficas.
(D) Incorreta. A mEa tem sua origem na região Equatorial do Oceano Atlântico, como o próprio nome diz. O Arquipélago dos Açores está numa latitude muito mais alta, não sendo uma zona equatorial. Nesse caso, essa região forma outra massa de ar, que possui outro nome.
(UFU/MG)
Estou farto do lirismo comedido do lirismo bem comportado [...]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
− Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
BANDEIRA, Manuel. Libertinagem.
Em relação aos versos citados do poema “Poética” e à obra Libertinagem, de Manuel Bandeira, marque a assertiva INCORRETA.
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(UFU-2006) Leia o trecho seguinte, de Triste fim de Policarpo Quaresma, que reproduz um diálogo de Ricardo Coração dos Outros com Quaresma e D. Adelaide.
“Oh! Não tenho nada novo, uma composição minha. O Bilac conhecem? (...)quis fazer-me uma modinha, eu não aceitei; você não entende de violão, Seu Bilac.
A questão não está em escrever uns versos certos que digam coisas bonitas; o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja. (...)
(...) vou cantar a Promessa, conhecem? Não disseram os dois irmãos. (...)h! Anda por aí como as ‘Pombas’ do Raimundo.”
Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma.
Parta do trecho lido para marcar a alternativa INCORRETA.
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(Ufu 2016) O jardim já vai se desmanchando na escuridão, mas Cristina ainda vê uma gravata (cinzenta?) saindo do bolso vermelho. Quer gritar de novo, mas a gravata cala a boca do grito, e já não adianta o pé querer se fincar no chão nem a mão querer fugir: o Homem domina Cristina e a mão dele vai puxando, o joelho vai empurrando, o pé vai castigando, o corpo todinho dele vai pressionando Cristina pra mata. Derruba ela no chão. Monta nela. O escuro toma conta de tudo.
O Homem aperta a gravata na mão feito uma rédea. Com a outra mão vai arrancando, vai rasgando, se livrando de tudo que é pano no caminho.
Agora o Homem é todo músculo. Crescendo.
Só afrouxa a rédea depois do gozo.
Cristina mal consegue tomar fôlego: já sente a gravata solavancando pro pescoço e se enroscando num nó. Que aperta. Aperta mais. Mais.
BOJUNGA, Lygia. O abraço. Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2014. p. 82
Instantes derradeiros de O abraço, a passagem narra encontro de Cristina com o ‘Homem’. Levando-se em conta o enredo da obra até seu desenrolar nesses momentos finais, Cristina
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(UFU - 2016 - 1ª FASE)
DIONISOS DENDRITES
Seu olhar verde penetra a Noite entre tochas acesas
Ramos nascem de seu peito
Pés percutem a pedra enegrecida
Cantos ecoam tambores gritos mantos desatados.
Acorre o vento ao círculo demente
O vinho espuma nas taças incendiadas.
Acena o deus ao bando: Mar de alvos braços
Seios rompendo as túnicas gargantas dilatadas
E o vaticínio do tumulto à Noite –
Chegada do inverno aos lares
Fim de guerra em campos estrangeiros.
As bocas mordem colos e flancos desnudados:
À sombra mergulham faces convulsivas
Corpos se avizinham à vida fria dos valados
Trêmulas tíades presas ao peito de Dionisos trácio.
Sussurra a Noite e os risos de ébrios dançarinos
Mergulham no vórtice da festa consagrada.
E quando o Sol o ingênuo olhar acende
Um secreto murmúrio ata num só feixe
O louro trigo nascido das encostas.
SILVA, Dora Ferreira da. Hídrias. São Paulo: Odysseus, 2004. p. 42-43.
Ao evocar a mitologia, Dora Ferreira reativa em seu poema o mito de Dionisos. Nesse resgate do mito do deus Dionisos, o verso
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