(UFU - 2021 - 1ª FASE) Em algumas espécies de plantas, há uma influência da luz na floração, que responde a um fotoperiodismo, classificando-as como plantas de dia curto e plantas de dia longo. Com base nos mecanismos de floração das plantas de dia curto e de dia longo, analise as afirmativas.
I. Uma planta com fotoperíodo crítico de 12h, que não floresce a um regime de tratamento de 10 horas de luz, 4 horas de escuro, flash de luz e mais 10 horas de escuro, pode ser classificada de dia longo.
II. Plantas de dia longo, com fotoperíodo crítico de 15 horas, só floresce quando submetidas a um período de luminosidade superior ao seu fotoperíodo crítico.
III. Plantas de dia curto, com um fotoperíodo crítico de 11 horas, ao serem submetidas a 8 horas de luz e 16 horas de escuro, florescem.
IV. Uma planta de dia curto submetida a um fotoperíodo de dia de 9 horas e noite de 15 horas com interrupções de flashes de luzes na noite, floresce.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
Apenas II e III.
Apenas II e IV.
Apenas I e III.
Apenas I e IV.
Gabarito:
Apenas II e III.
Questão não possui alternativa correta e deve ser anulada.
I. Incorreta. Uma planta de dias longos cultivada em condições de noites longas, que normalmente não induziriam o florescimento, florescerá se o período de escuro contínuo for interrompido por alguns minutos de luz. Então se a planta fosse de dias longos ela iria florescer com 10 horas de luz, 4 horas de escuro, flash de luz e mais 10 horas de escuro.
II. Incorreta. Uma planta de dia longo floresce se a noite é interrompida por flashs de luz e não apenas quando o dia é maior que o fotoperíodo crítico.
III. Correta.
IV. Incorreta. Uma planta de dia curto não floresce quando a noite é interrompida por flashs de luz.
(UFU/MG)
Estou farto do lirismo comedido do lirismo bem comportado [...]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
− Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
BANDEIRA, Manuel. Libertinagem.
Em relação aos versos citados do poema “Poética” e à obra Libertinagem, de Manuel Bandeira, marque a assertiva INCORRETA.
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(UFU-2006) Leia o trecho seguinte, de Triste fim de Policarpo Quaresma, que reproduz um diálogo de Ricardo Coração dos Outros com Quaresma e D. Adelaide.
“Oh! Não tenho nada novo, uma composição minha. O Bilac conhecem? (...)quis fazer-me uma modinha, eu não aceitei; você não entende de violão, Seu Bilac.
A questão não está em escrever uns versos certos que digam coisas bonitas; o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja. (...)
(...) vou cantar a Promessa, conhecem? Não disseram os dois irmãos. (...)h! Anda por aí como as ‘Pombas’ do Raimundo.”
Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma.
Parta do trecho lido para marcar a alternativa INCORRETA.
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(Ufu 2016) O jardim já vai se desmanchando na escuridão, mas Cristina ainda vê uma gravata (cinzenta?) saindo do bolso vermelho. Quer gritar de novo, mas a gravata cala a boca do grito, e já não adianta o pé querer se fincar no chão nem a mão querer fugir: o Homem domina Cristina e a mão dele vai puxando, o joelho vai empurrando, o pé vai castigando, o corpo todinho dele vai pressionando Cristina pra mata. Derruba ela no chão. Monta nela. O escuro toma conta de tudo.
O Homem aperta a gravata na mão feito uma rédea. Com a outra mão vai arrancando, vai rasgando, se livrando de tudo que é pano no caminho.
Agora o Homem é todo músculo. Crescendo.
Só afrouxa a rédea depois do gozo.
Cristina mal consegue tomar fôlego: já sente a gravata solavancando pro pescoço e se enroscando num nó. Que aperta. Aperta mais. Mais.
BOJUNGA, Lygia. O abraço. Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2014. p. 82
Instantes derradeiros de O abraço, a passagem narra encontro de Cristina com o ‘Homem’. Levando-se em conta o enredo da obra até seu desenrolar nesses momentos finais, Cristina
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(UFU - 2016 - 1ª FASE)
DIONISOS DENDRITES
Seu olhar verde penetra a Noite entre tochas acesas
Ramos nascem de seu peito
Pés percutem a pedra enegrecida
Cantos ecoam tambores gritos mantos desatados.
Acorre o vento ao círculo demente
O vinho espuma nas taças incendiadas.
Acena o deus ao bando: Mar de alvos braços
Seios rompendo as túnicas gargantas dilatadas
E o vaticínio do tumulto à Noite –
Chegada do inverno aos lares
Fim de guerra em campos estrangeiros.
As bocas mordem colos e flancos desnudados:
À sombra mergulham faces convulsivas
Corpos se avizinham à vida fria dos valados
Trêmulas tíades presas ao peito de Dionisos trácio.
Sussurra a Noite e os risos de ébrios dançarinos
Mergulham no vórtice da festa consagrada.
E quando o Sol o ingênuo olhar acende
Um secreto murmúrio ata num só feixe
O louro trigo nascido das encostas.
SILVA, Dora Ferreira da. Hídrias. São Paulo: Odysseus, 2004. p. 42-43.
Ao evocar a mitologia, Dora Ferreira reativa em seu poema o mito de Dionisos. Nesse resgate do mito do deus Dionisos, o verso
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