Questão 73479

(UFU - 2021 - 1ª FASE) Muito se tem falado sobre o efeito estufa e seus impactos no planeta, mas ele também pode ser percebido em pequenas dimensões quando deixamos um carro fechado e exposto ao sol. Tanto a radiação que chega do sol, chamada aqui de (A), quanto aquela que é emitida pelos componentes aquecidos do interior do veículo, designada de (B), são ondas que compõem o espectro eletromagnético.

Por que é correto afirmar que o interior do carro se torna mais quente do que o exterior, quando deixado sob a luz solar?

A

Porque a frequência da onda (A) é menor do que a de (B), e isso permite que (A) atravesse os vidros do carro, mas a mesma situação não ocorre com (B), que fica aprisionada no carro, aquecendo o interior.

B

Porque o comprimento de onda de (A) é mais próximo ao infravermelho, ao passo que o de (B) é mais próximo ao ultravioleta, por isso (B) fica aprisionada no carro, aquecendo o interior.

C

Porque o comprimento de onda de (A) é menor do que o de (B), e isso permite que (A) atravesse os vidros do carro, mas a mesma situação não ocorre com (B), que fica aprisionada no carro, aquecendo o interior.

D

Porque a velocidade da onda (A) é duas vezes maior do que a onda (B), por isso que a velocidade de escape inferior de (B) faz com que ela permaneça aprisionada no carro, aquecendo o interior.

Gabarito:

Porque o comprimento de onda de (A) é menor do que o de (B), e isso permite que (A) atravesse os vidros do carro, mas a mesma situação não ocorre com (B), que fica aprisionada no carro, aquecendo o interior.



Resolução:

A radiação proveniente do sol (A) possui todas as radiações do espectro visível, uma vez que é caracterizada como luz branca.

Em contrapartida, a que é emitida pelos componentes aquecidos dentro do interior do automóvel (B) são radiações infravermelhas (ondas de calor).

Tendo em vista que: v = lambda f, uma menor frequência implica em um maior comprimento de onda e viceversa. A luz visível com maior frequência dentro do espectro terá menor comprimento de onda, o que permite que atravesse facilmente os vidros do carro. A radiação infravermelha tem menor frequência e, portanto, maior comprimento de onda, caracterizando uma dificuldade de retornar ao meio exterior, aquecendo, assim, a parte interna do carro.



Questão 2399

(UFU/MG)

Estou farto do lirismo comedido do lirismo bem comportado [...]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
− Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

BANDEIRA, Manuel. Libertinagem.

Em relação aos versos citados do poema “Poética” e à obra Libertinagem, de Manuel Bandeira, marque a assertiva INCORRETA.

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Questão 2545

 (UFU-2006) Leia o trecho seguinte, de Triste fim de Policarpo Quaresma, que reproduz um diálogo de Ricardo Coração dos Outros com Quaresma e D. Adelaide.

“Oh! Não tenho nada novo, uma composição minha. O Bilac conhecem? (...)quis fazer-me uma modinha, eu não aceitei; você não entende de violão, Seu Bilac.

A questão não está em escrever uns versos certos que digam coisas bonitas; o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja. (...)

(...) vou cantar a Promessa, conhecem? Não disseram os dois irmãos. (...)h! Anda por aí como as ‘Pombas’ do Raimundo.”

 

Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma.

 

Parta do trecho lido para marcar a alternativa INCORRETA.

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Questão 3019

(Ufu 2016)  O jardim já vai se desmanchando na escuridão, mas Cristina ainda vê uma gravata (cinzenta?) saindo do bolso vermelho. Quer gritar de novo, mas a gravata cala a boca do grito, e já não adianta o pé querer se fincar no chão nem a mão querer fugir: o Homem domina Cristina e a mão dele vai puxando, o joelho vai empurrando, o pé vai castigando, o corpo todinho dele vai pressionando Cristina pra mata. Derruba ela no chão. Monta nela. O escuro toma conta de tudo.

O Homem aperta a gravata na mão feito uma rédea. Com a outra mão vai arrancando, vai rasgando, se livrando de tudo que é pano no caminho.

Agora o Homem é todo músculo. Crescendo.

Só afrouxa a rédea depois do gozo.

Cristina mal consegue tomar fôlego: já sente a gravata solavancando pro pescoço e se enroscando num nó. Que aperta. Aperta mais. Mais.

 

BOJUNGA, Lygia. O abraço. Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2014. p. 82

 

 

Instantes derradeiros de O abraço, a passagem narra encontro de Cristina com o ‘Homem’. Levando-se em conta o enredo da obra até seu desenrolar nesses momentos finais, Cristina

 

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Questão 3021

(UFU - 2016 - 1ª FASE)

 

DIONISOS DENDRITES

Seu olhar verde penetra a Noite entre tochas acesas

Ramos nascem de seu peito

Pés percutem a pedra enegrecida

Cantos ecoam tambores gritos mantos desatados.

 

Acorre o vento ao círculo demente

O vinho espuma nas taças incendiadas.

Acena o deus ao bando: Mar de alvos braços

Seios rompendo as túnicas gargantas dilatadas

E o vaticínio do tumulto à Noite –

Chegada do inverno aos lares

Fim de guerra em campos estrangeiros.

 

As bocas mordem colos e flancos desnudados:

À sombra mergulham faces convulsivas

Corpos se avizinham à vida fria dos valados

Trêmulas tíades presas ao peito de Dionisos trácio.

Sussurra a Noite e os risos de ébrios dançarinos

Mergulham no vórtice da festa consagrada.

 

E quando o Sol o ingênuo olhar acende

Um secreto murmúrio ata num só feixe

O louro trigo nascido das encostas.

 

SILVA, Dora Ferreira da. Hídrias. São Paulo: Odysseus, 2004. p. 42-43.

 

Ao evocar a mitologia, Dora Ferreira reativa em seu poema o mito de Dionisos. Nesse resgate do mito do deus Dionisos, o verso  

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