Questão 39527

(PUC/RJ - 2008)

Em relação ao jogo geopolítico internacional no atual século, o presidente norte-americano George W. Bush vem encontrando dificuldades em manter o equilíbrio entre os interesses dos EUA com o das potências emergentes na Ásia, como acontecia no período da Guerra Fria. Na charge, vê-se o desequilíbrio atual devido ao(à):

A

crescimento geopolítico da China continental na Ásia, impondo uma recomposição territorial com Taiwan (China insular), país formado pela ruptura ideológica ocorrida, no território chinês, após a revolução socialista de Mao tsé Tung, em 1949.

B

crescimento militar de Taiwan na Ásia, o que afasta o país chinês nacionalista da China Socialista continental, país menos bélico e voltado para as questões de organização supranacional da nova ordem mundial.

C

redução da influência norte-americana na Ásia devido ao crescimento econômico, financeiro e militar chinês continental, o que culminará com a retomada de Hong Kong ("o pé esquerdo de George W. Bush", na charge), nas próximas décadas.

D

perda da hegemonia norte-americana na Ásia, no atual século, frente ao fortalecimento dos NIC's (New Industrialized Countries), o que afasta Taiwan da China continental, país que é o maior aliado norte-americano no continente.

E

possível interferência militar norte-americana na China continental, que vem ameaçando invadir Taiwan caso esse país chinês insular continue a se afastar dos objetivos de integração propostos pela APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), bloco econômico do qual participam os EUA.

Gabarito:

crescimento geopolítico da China continental na Ásia, impondo uma recomposição territorial com Taiwan (China insular), país formado pela ruptura ideológica ocorrida, no território chinês, após a revolução socialista de Mao tsé Tung, em 1949.



Resolução:

a) crescimento geopolítico da China continental na Ásia, impondo uma recomposição territorial com Taiwan (China insular), país formado pela ruptura ideológica ocorrida, no território chinês, após a revolução socialista de Mao tsé Tung, em 1949.

Correta. Após a revolução socialista de Mao tsé Tung, em 1949 há a formação de Taiwan devido à ruptura ideológica. A política da China única é o princípio segundo o qual existe apenas uma China que engloba a China Popular e a China Nacional (Taiwan), os países que desejam manter relações diplomáticas com a República Popular da China (RPC) deve reconhecer esta política da China Única que reconhece a existência de apenas uma China, entretanto, com dois governos. 

b) crescimento militar de Taiwan na Ásia, o que afasta o país chinês nacionalista da China Socialista continental, país menos bélico e voltado para as questões de organização supranacional da nova ordem mundial.

Incorreto. Taiwan e a República Popular da China no contexto mais atual não caracterizam-se como países bélicos. Taiwan recebe armamentos dos EUA com a justificativa da necessidade de defesa perante a China, entretanto, oficialmente os EUA reconhecem a política da China Única.

c) redução da influência norte-americana na Ásia devido ao crescimento econômico, financeiro e militar chinês continental, o que culminará com a retomada de Hong Kong ("o pé esquerdo de George W. Bush", na charge), nas próximas décadas.

Incorreto. Os EUA ainda possuem forte influência na Ásia.

d) perda da hegemonia norte-americana na Ásia, no atual século, frente ao fortalecimento dos NIC's (New Industrialized Countries), o que afasta Taiwan da China continental, país que é o maior aliado norte-americano no continente.

Incorreto. Os EUA não perdem sua hegemonia na Ásia. Inicialmente os EUA apoiaram Taiwan, entretanto, no governo de Jimmy Carter passa a apoiar a China única e mantém relações informais com Taiwan.

e) possível interferência militar norte-americana na China continental, que vem ameaçando invadir Taiwan caso esse país chinês insular continue a se afastar dos objetivos de integração propostos pela APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), bloco econômico do qual participam os EUA.

Incorreto. Os EUA apoiam a China única, entretanto, mantém relações com Taiwan sob a justificativa do direito de defesa desta, vendendo armamentos para esta região. 



Questão 1817

(PUC-SP-2001)

A QUESTÃO É COMEÇAR

Coçar e comer é só começar. Conversar e escrever também. Na fala, antes de iniciar, mesmo numa livre conversação, é necessário quebrar o gelo. Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde, como vai?” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol.

No escrever também poderia ser assim, e deveria haver para a escrita algo como conversa vadia, com que se divaga até encontrar assunto para um discurso encadeado. Mas, à diferença da conversa falada, nos ensinaram a escrever e na lamentável forma mecânica que supunha texto prévio, mensagem já elaborada. Escrevia-se o que antes se pensara. Agora entendo o contrário: escrever para pensar, uma outra forma de conversar. Assim fomos “alfabetizados”, em obediência a certos rituais.

Fomos induzidos a, desde o início, escrever bonito e certo. Era preciso ter um começo, um desenvolvimento e um fim predeterminados. Isso estragava, porque bitolava, o começo e todo o resto. Tentaremos agora (quem? eu e você, leitor) conversando entender como necessitamos nos reeducar para fazer do escrever um ato inaugural; não apenas transcrição do que tínhamos em mente, do que já foi pensado ou dito, mas inauguração do próprio pensar. “Pare aí”, me diz você. “O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.” “Não!”, lhe respondo, “Não consigo escrever sem pensar em você por perto, espiando o que escrevo.

Não me deixe falando sozinho.” Pois é; escrever é isso aí: iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis, imprevisíveis, virtuais apenas, sequer imaginados de carne e ossos, mas sempre ativamente presentes. Depois é espichar conversas e novos interlocutores surgem, entram na roda, puxam assuntos. Termina-se sabe Deus onde.

 

(MARQUES, M.O. Escrever é Preciso, Ijuí, Ed. UNIJUÍ, 1997, p. 13).

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Observe a seguinte afirmação feita pelo autor:

“Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol.”

Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”.

Indique a alternativa que explicita essa função.

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Questão 1833

(Pucpr 2004)

"Aula de Português"

 

A linguagem na ponta da língua,

tão fácil de falar e de entender.

A linguagem na superfície estrelada das estrelas,

sabe lá o que ela quer dizer?

 

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Boitempo. In: "Poesia e Prosa". Rio: Nova Aguilar,1988.) 

 

 

Em relação às duas estrofes do poema "Aula de Português", de Carlos Drummond de Andrade, assinale a alternativa INCORRETA: 

 

 

 

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Questão 1838

(Puccamp 2016) Comenta-se corretamente sobre o que se tem no trecho.

 

A questão a seguir refere-se ao trecho do capítulo 2 da obra Ginástica doce e yoga para crianças: método La Douce.

 

CAPÍTULO 2 (O CORPO)

Conhecer bem o corpo para fazê-lo trabalhar melhor

Cinco extremidades: a cabeça, as mãos, os pés

Para comunicar-se com tudo que a cerca, a criança usa a cabeça, as duas mãos e os dois pés. A cabeça permite-lhe ter acesso a todas as informações disponíveis. Sede do cérebro, ela fornece os recursos necessários para bem compreender seu ambiente. É igualmente através desta parte do corpo que penetram duas fontes de energia: o ar e o alimento. A cabeça se articula através do pescoço. Corredor estreito entre o cérebro e a parte inferior do corpo, o pescoço deve ser flexível para facilitar a qualidade das trocas. As mãos e os pés são verdadeiras antenas. Sua riqueza em terminações nervosas e vasos sanguíneos, assim como a possibilidade das inúmeras articulações, fazem deles instrumentos de extraordinária precisão.

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Questão 1868

(Puccamp 2016)

Editorial

Na rotina de mãe de quatro filhos, a escritora israelense Ayelet Waldman começou a detectar em si mesma e em outras mães que conhecia uma ansiedade persistente, disparada pela frustração de não corresponder às próprias expectativas em relação à maternidade. Para piorar seu tormento, 1aonde quer que fosse, encontrava mulheres sempre prontas a apontar o dedo para seus defeitos, numa espécie de polícia materna, onipresente e onisciente. Em uma conversa deliciosa com a Revista em Dia, Ayelet discorre sobre as agruras das mães ruins, categoria na qual hoje se encaixa, e com orgulho. 2E ajuda a dissipar, com humor, o minhocário que não raro habita a cabeça das mães. Minhocário que, aliás, se não for bem administrado, pode levar a problemas muito mais sérios. 3É o que você verá na reportagem da página 14, que traz o foco para a depressão durante a gravidez. Poucos sabem, mas a doença pode ser deflagrada nessa fase e é bom que tanto as gestantes como outras pessoas ao redor fiquem atentas para que as mulheres nessa situação possam receber o apoio necessário. A revista também traz temas para quem a maternidade já é assunto menos relevante 4nesse momento da vida. Se você é daquelas que entraram ou consideram entrar na onda da corrida, terá boas dicas na página 18. 5Caso já esteja reduzindo o ritmo, quem sabe encontre inspiração para espantar a monotonia na crônica da página 8. Esperamos, com um grãozinho aqui, outro ali, poder contribuir um pouco para as várias facetas que compõem uma mulher saudável e de bem consigo mesma.

Comenta-se com correção:

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