(EPCAR - 2015)
TEXTO II
ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA
O trabalho escravo de hoje pouco lembra aquele de outrora – com trabalhadores acorrentados ou castigados sob desmandos vários1. Mas nem por isso ele é menos cruel. Senzalas foram substituídas por barracos imundos. Correntes foram trocadas por regimes inescapáveis de servidão. O próprio sítio do MPT - Ministério Público do Trabalho – traz uma página2 especialmente dedicada ao assunto; “trabalho forçado, servidão por dívidas, jornadas exaustivas ou condições degradantes como alojamento precário3, água não potável, alimentação inadequada, falta de registro, maus-tratos e violência4” são alguns dos itens elencados5 pelo órgão.
(KUGLER, Henrique: Ciência Hoje, número 309/vol 52/ novembro de 2013, pág.37.)
Sobre o texto II, é correto afirmar que
o trabalho escravo de hoje é mais cruel que o do passado, mantendo regimes inescapáveis de servidão.
os barracos imundos que substituem as senzalas mantêm os negros acorrentados da mesma forma que outrora.
as condições de vida de pessoas escravizadas hoje são iguais às do passado, segundo o encontrado no sítio do MPT.
o tratamento sub-humano e degradante dado a trabalhadores é equivalente ao dado aos escravos no passado.
Gabarito:
o tratamento sub-humano e degradante dado a trabalhadores é equivalente ao dado aos escravos no passado.
[D]
O texto "Escravidão contemporânea", ao comparar a escravidão do passado com a contemporânea, faz a seguinte afirmação: "Mas nem por isso ele é menos cruel. Senzalas foram substituídas por barracos imundos. Correntes foram trocadas por regimes inescapáveis de servidão.". Isso dá a dimensão de equivalência entre os dois processos escravistas, que, ainda que separados no tempo e diferentes em alguns aspectos, mantêm traços comuns de crueldade e desumanização.