(Modelo AFA - 2016)
Acerca das construções linguísticas do Texto 2, assinale a afirmativa CORRETA
Nos segundo verso, a flexão número-pessoal do verbo "cantar" auxilia na distinção de seu agente: a favela, e não o eu-lírico.
A oração sublinhada em "Medo só de te sentir, encravada" exerce a função sintática de objeto indireto, remetendo a um verbo implícito.
O sujeito do verbo "ser" é indeterminado no trecho "culpados somos de pouca ou nenhuma irmandade.", o que gera um efeito de generalização.
No par de versos "E queremos ser/ bonzinhos benévolos", a justaposição de adjetivos sinônimos reforça o elogio do poeta à postura humanista de seus semelhantes.
Gabarito:
Nos segundo verso, a flexão número-pessoal do verbo "cantar" auxilia na distinção de seu agente: a favela, e não o eu-lírico.
[A]
a) CORRETA. A flexão do verbo "cantar" na 2ª pessoa do singular (tu), marca que o agente da ação de "cantar" é a favela (o "tu" do poema), e não o próprio eu-lírico (que determinaria a flexão em primeira pessoa: "canto");
b) INCORRETA. A função sintática da oração "de te sentir encravada" é de complemento nominal do substantivo "medo", e não de complemento verbal;
c) INCORRETA. O sujeito do verbo "ser" não é indeterminado, e sim desinencial, correspondendo a um nós, que inclui o eu-lírico e seus semelhantes;
d) INCORRETA. Os adjetivos são um tratamento irônico dado pelo poeta ao pseudo-humanismo diante da favela. Não há, nesses versos, um tom elogioso.