(CESMAC - 2019/2)
O pensador inglês Thomas Hobbes (1588-1679) foi o responsável por elaborar uma teoria política que justificava o absolutismo monárquico, a partir de uma perspectiva racional.
Em sua obra, “O Leviatã” (1651), Hobbes sustentou que o Estado absoluto era necessário por:
distribuir poderes e manter o equilíbrio.
garantir a unidade política sem uso da autoridade.
ser capaz de limitar seus próprios poderes.
zelar pela manutenção da ordem social.
privilegiar decisões democráticas.
Gabarito:
zelar pela manutenção da ordem social.
d) Correta. zelar pela manutenção da ordem social.
A principal finalidade do governo absoluto é zelar pela manutenção da ordem social. Hobbes possui uma visão negativa do estado do ser humano e define-o como mau por natureza; o homem é o lobo do homem. Por isso, são todos, no estado de natureza, inimigos uns dos outros, sem a possibilidade de qualquer associação ou sociedade, o que gera, constantemente, insegurança, angústia e medo quanto à própria vida e sobrevivência. Por isso, estabelece-se um poder comum para punir o mal, a fim de garantir a ordem social. O poder do soberano, em Hobbes, é absoluto, pois apenas uma força desse tipo poderá impor as leis provindas do contrato social sobre os cidadãos, a fim de limitar o egoísmo destes.
a) Incorreta. distribuir poderes e manter o equilíbrio.
A distribuição de poderes é concebida pela teoria de Montesquieu e não pela concepção unitarista e absolutista de Hobbes.
b) Incorreta. garantir a unidade política sem uso da autoridade.
A unidade política, para Hobbes, só é garantida pelo uso da autoridade.
c) Incorreta. ser capaz de limitar seus próprios poderes.
A limitação dos poderes do Estado é concebida dentro da teoria de Locke e Montesquieu, que eram concepções que valorizavam a liberdade, ao contrário da teoria política hobbesiana.
e) Incorreta. privilegiar decisões democráticas.
Ao contrário de Rousseau e Locke, decisões democráticas não podem ser privilegiadas na teoria política hobbesiana, já que o poder é absolutista.