(G1/COL. NAVAL - 2016)
Assinale a opção na qual a regência do verbo destacado foi utilizada de acordo com a modalidade padrão.
Eu custo a acreditar que existem pessoas desprezando livros em troca de computadores.
O professor sempre lembrava de comentar as notícias internacionais após a aula.
Dedicar-se ao trabalho implica, sempre, resultados eficazes, profícuos e confiáveis.
Todos dizem que este menino puxou o pai quando o assunto é esportes aquáticos.
Pessoas sensatas preferem muito mais uma boa conversa do que um programa de TV.
Gabarito:
Dedicar-se ao trabalho implica, sempre, resultados eficazes, profícuos e confiáveis.
a) Alternativa incorreta. A regência padrão do verbo custar aponta para o seguinte uso: "custa [algo - OD] [a alguém - OI]". O verbo deve ser mantido na 3ª pessoa do singular, e um possível sujeito, como o "eu" do caso, deve ser transferido à posição de objeto indireto, como pronome oblíquo. Reescrita: Custa-me acreditar que existem pessoas desprezando livros em troca de computadores.
b) Alternativa incorreta. O verbo "lembrar" funciona, basicamente, por meio de duas regências: lembrar-se de X (transitiva indireta com verb pronominal) ou lembrar X (transitiva direta com verbo sem o "se"). A oração em questão se aplica ao segundo caso, em que o verbo não é pronominal, sendo a forma mais adequada, para manter o "de": O professor sempre se lembrava de comentar as notícias internacionais após a aula.
c) Alternativa correta. O período "Dedicar-se ao trabalho implica, sempre, resultados eficazes, profícuos e confiáveis" está correto do ponto de vista da regência. O verbo "implicar" é transitivo direto (implica algo), diferente do que se vê em muitos casos (implicar em algo);
d) Alternativa incorreta. O verbo "puxar", no sentido de "herdar características" é transitivo indireto (com preposição "a"), e não direto (que carrega o sentido físico, de dar um puxão). A reescrita da frase segundo a norma-padrão é: Todos dizem que este menino puxou ao pai quando o assunto é esportes aquáticos.
e) Alternativa incorreta. A regência do verbo "preferir", segundo a norma-padrão, obedece à fórmula "preferir X [OD] a Y [OI]". Ela não admite expressões como "mais... do que". A reescrita adequada seria: Pessoas sensatas preferem uma boa conversa a um programa de TV.