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Questão 48869

ESPCEX 2011
Redação

(EsPCEx - 2011)

Redija um texto dissertativo-argumentativo com o seguinte tema:

“Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro.”

(Albert Camus)

OBSERVAÇÕES:

1. Seu texto deve ter, obrigatoriamente, de 25 (vinte e cinco) a 30 (trinta) linhas.

2. Aborde o tema sem se restringir a casos particulares ou específicos ou a uma determinada pessoa.

3. Formule uma opinião sobre o assunto e apresente argumentos que defendam seu ponto de vista.

4. Não se esqueça de atribuir um título ao texto.

5. A redação será considerada inválida (grau zero) nos seguintes casos:

– texto com qualquer marca que possa identificar o candidato;

– modalidade diferente da dissertativa;

– insuficiência vocabular, excesso de oralidade e/ou graves erros gramaticais;

– constituída de frases soltas, sem o emprego adequado de elementos coesivos;

– fuga ao tema proposto;

– texto ilegível;

– em forma de poema ou outra que não em prosa;

– linguagem incompreensível ou vulgar; e

– texto em branco ou com menos de 18 (dezoito) ou mais de 38 (trinta e oito) linhas.

6. Se sua redação tiver entre 18 (dezoito) e 24 (vinte e quatro) linhas, inclusive, ou entre 31 (trinta e uma) e 38 (trinta e oito) linhas, também inclusive, sua nota será diminuída, mas não implicará grau zero.

Gabarito:

Resolução:

O tema "Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro." é de extrema importância para a realidade de consumo em que vivemos. O comando possui um tom reflexivo e instiga diversos questionamentos, por exemplo a questão da obsolescência programada, levando isso a pontos sociais, ambientais e individuais.

Poderíamos construir uma argumentação a partir da Constituição Federal de 1.988, que determina em seu Artigo 215: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”. Também poderíamos ser citada a obra "Operários", de Tarsila do Amaral, produzida em 1933. Esse quadro é um verdadeiro painel da nossa gente, a mesma que veio dos quatro cantos do país e do mundo para pegar pesado nas fábricas, que na época começavam a transformar a paisagem brasileira. "Trata-se de um marco histórico na obra de Tarsila, pois, se ela já fora no Brasil a precursora do cubismo e do surrealismo nas artes plásticas, detém-se agora na pintura de assunto eminentemente social", aponta Nádia Battella Gotlib, autora de uma das mais completas biografias da pintora.

Portanto, temos muitas possibilidades de resolução, tendo apenas uma dificuldade de decodificar de maneira correta o enunciado da proposta.

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