(EsPCEx - 2020)
"Esses gerais sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães... O sertão está em toda parte"
O fragmento acima, de Guimarães Rosa, marca
os limites do regional.
o determinismo do meio.
o sertão universal.
o sertanejo e sua cor local.
sofrimento regional.
Gabarito:
o sertão universal.
[C]
A prosa de Guimarães Rosa se destaca pela confluência de realidades particulares (regionais) redimensionadas à esfera do universal, ou seja, atravessadas por questões humanas mais amplas, essenciais. Nesse trecho, o autor revela tal concepção ao afirmar que “o sertão está em toda parte”, ou seja, que a realidade do sertão é larga e dispersa, passível de ser aplicada e receber influências de outros espaços.
Sobre as outras afirmativas:
[A]: o autor mostra justamente o contrário — o "meio" regional é "sem tamanho", transcende suas próprias barreiras, não possui limite;
[B]: no trecho, há uma representação da liberdade do sertanejo, imerso nesse universo expandido ("cada um o que quer aprova");
[D]: a intenção desse trecho não é revelar particularidades e localismos, e sim redimensionar o espaço do sertão;
[E]: o trecho não revela o sofrimento como motivo. O tom é de um realismo mágico e poético, e não "real" e crítico como o da geração anterior.