(Modelo EsPCEx)
No texto, a contextualização histórica feita pela autora, a partir dos exemplos da Grécia e da China, ajuda a sustentar a ideia de que
nossos corpos não foram feitos para viver a maior parte do tempo em um espaço virtual.
existe um enfrentamento contínuo entre o corpo humano e um mundo em constante transformação.
a dissonância no sistema vestibular pode provocar vômitos ou, no mínimo, tontura e desequilíbrio.
do ponto de vista clínico, não há nenhuma diferença entre a náusea digital e as outras cinetoses.
historicamente, os navios possuem importante papel no comércio, na guerra e na migração.
Gabarito:
existe um enfrentamento contínuo entre o corpo humano e um mundo em constante transformação.
[B]
Os exemplos históricos mostram que o corpo humano sempre precisou se adaptar a novas invenções, como as naus, as carroças e os navios. Nesse sentido, a "náusea digital" é mais um exemplo de adaptação e embate: o corpo contra os espaços e tecnologias virtuais. Esse arco histórico evidencia o "enfrentamento contínuo".
Sobre as demais afirmativas:
[A]: os exemplos históricos não remetem ao espaço virtual, e não sustentam essa afirmação, que parte de uma observação do fenômeno contemporâneo, essencialmente;
[C]: o fundamento para essa ideia é médico, e não histórico. A autora utiliza o argumento de autoridade para comentar a parte biológica das cinetoses;
[D]: o foco do argumento histórico é o estranhamento das pessoas com as novas realidades (transportes e telas). A ideia clínica é oriunda de um argumento de autoridade, do dr. Nalivaiko;
[E]: além de ser um recorte específico para a Grécia, a autora não focaliza essa questão do valor dos navios — é um dado ilustrativo, e não uma ideia a ser defendida.