(FCC - 2003)
O mito é essencialmente uma narrativa (...) que não se define apenas pelo tema ou objeto da narrativa, mas pelo modo de narrar. (M. Chaui).
O modo de narrar característico do pensamento mítico pode ser corretamente definido como uma forma que recorre:
À fantasia somente para descrever o sobrenatural.
Ao mágico para descrever o mundo e o homem.
À experimentação para explicar a natureza.
À descrição para compreender o progresso histórico.
À experimentação para descrever o mundo e a história.
Gabarito:
Ao mágico para descrever o mundo e o homem.
Os mitos, narrativas que buscam explicar a realidade (como os fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, fatos ainda não compreendidos) e levar o conhecimento do mundo às pessoas, são marcados pelo uso de simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis, misturados a eventos históricos, pessoas reais e características humanas. Procuram, dessa forma, explicar a realidade e acomodar o homem num mundo que ele não conhece. Não têm por base qualquer critério científico, como a experimentação, nem um processo lógico analítico, nem são fundamentados em argumentos racionais, assim como não faz parte deles a autocrítica; a verdade do mito independe de provas.
Nesse sentido, é possível afirmar que as narrativas míticas recorrem ao mágico, ao sobrenatural e ao divino para explicar a realidade, o mundo e o homem.
A: Os mitos não descrevem somente o sobrenatural; se utilizam da fantasia e também de elementos reais para explicar o mundo ao redor.
C e E: Os mitos não recorrem à experimentação.
D: Os mitos não se utilizam da descrição propriamente dita para compreender o progresso histórico (além disso, este não é um dos focos da explicação mítica).