(CESGRANRIO - 2005)
O modo como Hegel pensa a história da filosofia é considerado um marco porque
submete as compilações realizadas por Diógenes Laércio, Simplício e Aristóteles ao confronto crítico com outros documentos historiográficos descobertos no século XIX, corrigindo-as e ampliando-as.
salienta a importância de se desconsiderar o cogito cartesiano como o marco do início da modernidade, pois aquele nada mais seria que um mero desdobramento de idéias já existentes na escolástica.
propõe pela primeira vez uma perspectiva que não é meramente histórica, mas filosófica, compreendendo a história da filosofia como uma questão central para a própria filosofia e não como um mero relato de suas doutrinas.
inaugura a tese da continuidade entre as antigas filosofias orientais e a filosofia grega, apresentando um levantamento das noções orientais que os gregos limitaramse a transportar para o vocabulário ocidental.
refuta a perspectiva histórica hegemônica de Kant e do romantismo alemão, marcada por uma imagem idealizada da Grécia antiga, contrapondo-lhe a idéia de um dilaceramento antagônico subjacente à aparente harmonia.
Gabarito:
propõe pela primeira vez uma perspectiva que não é meramente histórica, mas filosófica, compreendendo a história da filosofia como uma questão central para a própria filosofia e não como um mero relato de suas doutrinas.
c) Correta. propõe pela primeira vez uma perspectiva que não é meramente histórica, mas filosófica, compreendendo a história da filosofia como uma questão central para a própria filosofia e não como um mero relato de suas doutrinas.
Hegel não foi o único historiador da filosofia e propor um estudo histórico do pensamento filosófico, mas o seu pensamento se distingue ao propor não meramente a partir de uma perspectiva histórica, mas uma filosofia da história, algo que vai além da descrição histórica das doutrinas ao longo dos períodos filosóficos. O que ele distingue na filosofia da história é a história como um processo racional, como um desenvolvimento da razão e do Espírito, isto é, ele dá um sentido à história em direção a uma finalidade, a um destino, que é a manifestação da razão e do Espírito, num sentido metafísico, na própria história.
a) Incorreta. submete as compilações realizadas por Diógenes Laércio, Simplício e Aristóteles ao confronto crítico com outros documentos historiográficos descobertos no século XIX, corrigindo-as e ampliando-as.
Hegel não desenvolve essa perspectiva a partir desses outros historiadores da filosofia, numa mera compilação dos seus pensamentos, mas desenvolve uma análise da própria história em si mesma.
b) Incorreta. salienta a importância de se desconsiderar o cogito cartesiano como o marco do início da modernidade, pois aquele nada mais seria que um mero desdobramento de idéias já existentes na escolástica.
Ao contrário, Hegel considera que a filosofia só iniciou-se a partir do pensamento moderno, em Descartes.
d) Incorreta. inaugura a tese da continuidade entre as antigas filosofias orientais e a filosofia grega, apresentando um levantamento das noções orientais que os gregos limitaram-se a transportar para o vocabulário ocidental.
Para Hegel, o pensamento oriental está somente vinculado à religião, aos costumes e tradições e não representa um pensamento filosófico, portanto não há essa relação entre pensamento oriental e grego.
e) Incorreta. refuta a perspectiva histórica hegemônica de Kant e do romantismo alemão, marcada por uma imagem idealizada da Grécia antiga, contrapondo-lhe a idéia de um dilaceramento antagônico subjacente à aparente harmonia.
Kant não possui uma imagem idealizada da Grécia Antiga, ao contrário, rompe com as noções desse período. Hegel é influenciado pelo romantismo alemão.