(Espm 2017) Cícero e os humanistas afirmavam que "nada é mais eficaz para defender e manter o poder do que ser amado e nada é mais danoso do que ser temido”. Um importante pensador moderno contrapôs: "Seria desejável ser uma coisa e outra (amado e temido), mas, como é quase impossível obter ambas as coisas ao mesmo tempo, é muito mais seguro ser temido que amado, quando se deve escolher uma dessas condições."
Eugenio Garin. Dal Rinascimento all Illuminismo.
O importante pensador moderno mencionado no enunciado é:
Thomas Hobbes;
Nicolau Maquiavel;
Jean Bodin;
Jacques Bossuet;
John Locke.
Gabarito:
Nicolau Maquiavel;
Maquiavel, ao falar sobre a natureza da condição humana e a relação dos súditos com o governante, traz os princípios da sua dita tirania: afirma que é melhor ser temido do que amado, pois os homens são, de maneira geral, "ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas quando ele chega, revoltam-se."
O autor parte de uma análise histórica do comportamento humano nas relações sociais e políticas para definir o homem como um ser guiado por interesses, de agir imprevisível e inconstante. O texto original é: "Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas."