(ESPM - 2018) Assim, as províncias do nordeste, há muito insatisfeitas com a política da corte, e agitadas com essa guerra de palavras, manifestaram-se em uma nova explosão revolucionária.
Contra decisões de D. Pedro I, conclamava o Typhis Pernambucano: ‘Eia, pernambucanos! A nau da pátria está em perigo, cada um a seu posto, unamo-nos com as províncias limítrofes. Escolhamos um piloto, que mareie a nau ameaçada de iminente e desfechada tempestade; elejamos um governo supremo, que nos conduza à salvação e à glória.’.
(Lúcia Bastos Pereira das Neves. "A Vida Política" in: Crise Colonial e Independência / coordenação Alberto da Costa e Silva)
O contexto tratado deve ser relacionado com:
a Confederação do Equador;
a Revolução Pernambucana de 1817;
a Praieira;
a Sabinada;
a Cabanagem.
Gabarito:
a Confederação do Equador;
a) a Confederação do Equador;
Correta. Ocorreu em 1824 na província de Pernambuco devido às insatisfações com o governo de D Pedro I. Tinha por objetivo separar a região do Brasil e proclamar a República.
b) a Revolução Pernambucana de 1817;
Incorreta. Almeja uma separação do restante do território brasileiro, possuía um caráter republicano e mais regional. A causa direta desta foi a transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808, havia grande insatisfação com as condições de vida da época, os interesses das elites locais era conflituantes com o da Coroa.
c) a Praieira;
Incorreta. Ocorreu entre 1848-180 em Pernambuco foi um movimento de caráter liberal e federalista.
d) a Sabinada;
Incorreta. Ocorre entre 1837-1838 ocorre em Salvador e é realizada por militares e profissionais liberais. É uma revoltada contra o governo regencial, almejavam a existência de uma república até D Pedro II atingir a maior idade e assumir o Império.
e) a Cabanagem.
Incorreta. Ocorreu entre 1835-1840 na região Norte do país na antiga província do Grão Pará (englobava partes do que hoje corresponde aos atuais estados do Amazonas, Pará, Amapá, Roraima e Rondônia.). A região ainda era extremamente ligada a Portugal e não reconhecia a independência proclamada por D. Pedro I em 1822. Foi uma rebelião feita principalmente pelas camadas mais pobres da região que lutavam pelo melhoramento das condições de vida na região que era assolada pela pobreza e descaso dos governantes regionais escolhidos pelo governo central. Belém chegou a ser ocupada duas vezes pelos revoltosos, contudo, havia muita discordância entre os líderes do movimento (alguns eram de camadas mais abastadas) e foi fortemente reprimido.