(FUVEST - 2002 - 1a fase)
“... cabanas ou pequenas moradias espalhadas em grande número, nas quais residem os trabalhadores empregados, cujas mulheres e filhos estão sempre ocupados, cardando, fiando etc., de forma que, não havendo desempregados, todos podem ganhar seu pão, desde o mais novo ao mais velho.”
Daniel Defoe, Viagem por toda a ilha da Grã-Bretanha, 1724.
Essa passagem descreve o sistema de trabalho
manufatureiro, no qual um empregador reúne num único local dezenas de trabalhadores.
da corporação de ofício, no qual de os trabalhadores têm o controle dos meios de produção.
fabril, no qual o empresário explora o trabalho do exército industrial de reserva.
em domicílio, no qual todos os membros de uma família trabalham em casa e por tarefa.
de cogestão, na qual todos os trabalhadores dirigem a produção.
Gabarito:
em domicílio, no qual todos os membros de uma família trabalham em casa e por tarefa.
a) manufatureiro, no qual um empregador reúne num único local dezenas de trabalhadores.
Incorreto. O erro dessa alternativa é que o texto da questão não fala sobre manufatura.
b) da corporação de ofício, no qual de os trabalhadores têm o controle dos meios de produção.
Incorreto. Corporações de ofício eram associações que surgiram na Idade Média, a partir do século XII, para regulamentar as profissões e o processo produtivo artesanal nas cidades. Nesse sentido, o texto não está se referindo a essa associação.
c) fabril, no qual o empresário explora o trabalho do exército industrial de reserva.
Incorreto. O trabalho fabril é do contexto da Revolução Industria, posterior ao texto da questão.
d) em domicílio, no qual todos os membros de uma família trabalham em casa e por tarefa.
Correta. O texto mencionado refere-se ao chamado sistema doméstico de produção, que coexistiu na época com o sistema das manufaturas (mencionado na alternativa A, mas que não está descrito no texto). Esse tipo de sistema é anterior ao contexto da Revolução Industrial.
e) de cogestão, na qual todos os trabalhadores dirigem a produção.
Incorreto. Não há nada no texto que infere que os trabalhadores dirigem a produção.