(FUVEST - 2009 - 1 FASE)
Uma das características atuais do processo de globalização é a exigência, cada vez maior, de fluidez de informações e mercadorias, ou, em essência, do próprio capital. Tal exigência tem conduzido os países à reestruturação de seus sistemas de circulação. Nesse sentido, no Estado brasileiro, nos últimos anos,
priorizou-se o transporte público urbano, com a ampliação do número de linhas do Metropolitano em todas as capitais dos Estados.
houve uma ampla recuperação da malha ferroviária, com a construção de novos trechos, a exemplo da Transnordestina.
privilegiou-se o sistema de cabotagem, valorizando-se o transporte de passageiros pelo território nacional e interligando as áreas costeiras do país.
priorizou-se o transporte hidroviário, voltado à exportação de grãos, conforme atestam as hidrovias Tietê-Paraná e do Rio São Francisco.
intensificou-se a modernização do sistema portuário, incluindo a construção de portos como os de Sepetiba (RJ) e Pecém (CE).
Gabarito:
intensificou-se a modernização do sistema portuário, incluindo a construção de portos como os de Sepetiba (RJ) e Pecém (CE).
A) incorreta: não houve tal priorização do transporte público urbano, que ocorreu, apenas, em algumas capitais brasileiras que estavam sofrendo muito com os problemas relacionados ao transporte público, contudo, esses problemas eram infraestruturais e não são análogos ao contexto do texto, já que o texto se refere à fluidez de informações e mercadorias, e não de pessoas.
B) Incorreta: a ampliação da malha ferroviária têm sido feita a passos lentos, no caso da Transnordestina, ela está em construção desde 2006, e ficou parada por mais de 3 anos até março de 2020, logo, não houve tal ampla recuperação da malha ferroviária, pelo menos, até agora.
C) Incorreta, pois, o sistema de cabotagem, além de ser amplamente utilizado, desde do Brasil colônia, valoriza o transporte de cargas e não de passageiros, já que nesse transporte marítimo, prevalece o uso de contêineres, característicos do transporte de cargas.
D) incorreta: o Estado brasileiro não priorizou o transporte hidroviário, principalmente, até 2009, já que a única expansão, ainda pouco considerável, nessas hidrovias, foram feitas no Tietê-Paraná em 2012, e não foram intensas, quando comparadas com os investimentos em portos e rodovias.