(FUVEST - 2019)
Peptídeos podem ser analisados pelo tratamento com duas enzimas. Uma delas, uma carboxipeptidase, quebra mais rapidamente a ligação peptídica entre o aminoácido que tem um grupo carboxílico livre e o seguinte. O tratamento com outra enzima,uma aminopeptidase, quebra,mais rapidamente, a ligação peptídica entre o aminoácido que tem um grupo amino livre e o anterior. Isso permite identificar a sequência dos aminoácidos no peptídeo.
Um tripeptídeo, formado pelos aminoácidos lisina, fenilalanina e glicina, não necessariamente nessa ordem, foi submetido a tratamento com carboxipeptidase, resultando em uma mistura de um dipeptídeo e fenilalanina. O tratamento do mesmo tripeptídeo com aminopeptidase resultou em uma mistura de um outro dipeptídeo e glicina.
O número de combinações possíveis para os três aminoácidos e a fórmula estrutural do peptídeo podem ser, respectivamente,
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Note e adote: |
3 combinações e
3 combinações e
6 combinações e
6 combinações e
6 combinações e
Gabarito:
6 combinações e
Como temos um tripeptídeo (formado pelos aminoácidos lisina, fenil-alanina e glicina), temos três combinações iniciais possíveis que são:
Lisina - fenilalanina - glicina
Lisina - glicina - fenilalanina
Fenilalanina - lisina - glicina
Mas, o aminoácido lisina possui dois grupos amino disponíveis, podendo se ligar de duas formas:
Assim, temos um total de 3 x 2 = 6 combinações possíveis.
Além disso, o tripeptídeo deve ser aquele em que a fenilalanina tem o grupo ácido carboxílico livre (devido ao tratamento com a enzima carboxipeptidase), e a glicina apresenta o grupo amino livre (devido ao tratamento com a enzima aminopeptidose). Das alternativas C,D e E, a única que apresenta essa estrutura é a do item C.