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Questão 75267

FUVEST 2022
Biologia

(FUVEST - 2020 - 1 FASE - Adaptado ) Um paciente, com câncer sanguíneo (linfoma) e infectado por HIV, fez quimioterapia e recebeu um transplante de células‐tronco da medula óssea de um doador resistente ao HIV. Como resultado, tanto o câncer como o HIV retroagiram neste paciente. O receptor mais usado pelo HIV para entrar nas células do corpo é o CCR5. Um pequeno número de pessoas resistentes ao HIV tem duas cópias mutadas do gene do receptor CCR5. Isso significa que o vírus não pode penetrar nas células sanguíneas do corpo que costumam ser infectadas. O paciente recebeu células‐tronco da medula óssea de um doador que tem essa mutação genética específica, o que fez com que também ficasse resistente ao HIV. Disponível em https://www.bbc.com/. Março/2019. Adaptado. 

A terapia celular a que o texto se refere

A

permitirá que eventuais futuros filhos do paciente transplantado também possuam células resistentes à infecção pelo HIV.

B

possibilitou a produção, pelas células sanguíneas do paciente após o transplante, de receptores CCR5 aos quais o vírus HIV não se liga

C

promoveu mutações no gene CCR5 das células do paciente, ocasionando a produção de proteína à qual o HIV não se liga

D

gerou novos alelos mutantes que interagem com o gene do receptor CCR5 do paciente, ocasionando a resistência à entrada do HIV nas células do paciente. 

Gabarito:

possibilitou a produção, pelas células sanguíneas do paciente após o transplante, de receptores CCR5 aos quais o vírus HIV não se liga



Resolução:

b) Possibilitou a produção, pelas células sanguíneas do paciente após o transplante, de receptores CCR5 aos quais o vírus HIV não se liga - CORRETA

As células-troncos transplantadas provenientes do indivíduo resistente ao HIV vão passar a produzir células sanguíneas que apresentarão essa variação no receptor CCR5. O paciente ainda apresentará as células que carregam o HIV que poderão continuar no corpo por um tempo, porém a partir do momento do transplante, produzirá células sanguíneas com o receptor CCR5 que o vírus não consegue se ligar, diminuindo consideravelmente a sua carga viral. Lembrando que a introdução de células-tronco NÃO ALTERA os genes do próprio paciente, muito menos gera mutações. Elas são totipotentes e vão se multiplicar e por conseguinte se diferenciar em diversos tipos celulares, inclusive as sanguíneas e por serem provenientes de um outro indivíduo vão carregar essa mutação, não afetando os genes do paciente que as recebeu. 

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