(FUVEST - 2022 - 1ª FASE)
A escrita faz de tal modo parte de nossa civilização que poderia servir de definição dela própria. A história da humanidade se divide em duas imensas eras: antes e a partir da escrita. Talvez venha o dia de uma terceira era — depois da escrita. Vivemos os séculos da civilização escrita. Todas as nossas sociedades baseiam-se no escrito. A lei escrita substitui a lei oral, o contrato escrito substitui a convenção verbal, a religião escrita se seguiu à tradição lendária. E sobretudo não existe história que não se funde sobre textos.
Charles Higounet. A história da escrita. Adaptado.
A locução conjuntiva “de tal modo...que” e o advérbio “sobretudo”, respectivamente, expressam noção de:
conformidade e dúvida
consequência e realce.
condição e negação.
consequência e negação.
condição e realce.
Gabarito:
consequência e realce.
“A escrita faz de tal modo parte de nossa civilização que poderia servir de definição dela própria” >> o fato de a escrita poder ser a definição da nossa civilização é consequência da ideia de que ela tem um papel fundamental e integra essa mesma civilização. A partícula “que” acompanhada de um modalizador (tanto, de tal modo, tão…) cumpre esse papel semântico consecutivo.
“E sobretudo não existe história que não se funde sobre textos” >> a conjunção “sobretudo” destaca o fato que conclui o texto (algo como “acima disso”, “mais ainda”).
Os demais valores semânticos não se associam às ideias transmitidas no texto.