(G1 - ifal 2016) TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia este texto para responder à(s) questão(ões) a seguir.
Heráclito não poderia ser mais certeiro ao afirmar que "um homem não pode entrar no mesmo rio duas vezes”. Pode ser que os brasileiros nunca mais entrem no Rio Doce assim, doce.
“Lira Itabirana”
I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa.
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Do Portal Vermelho, Mariana Serafini. In: http://www.vermelho.org.br/noticia/272915-11
Uma alternativa está errada na análise sintático-morfológica abaixo. Assinale-a
Em: “Rio Doce”, “Doce” é um substantivo próprio, funcionando como um aposto especificativo, porque individualiza o substantivo “rio”, de sentido genérico.
A palavra “Doce”, destacada em: “Pode ser que os brasileiros nunca mais entrem no Rio Doce assim, doce.” e em: “O Rio? É doce.”, tem as respectivas funções sintáticas: aposto e predicativo.
No verso: “Mais leve a carga.”, a palavra “leve” funciona como predicativo do sujeito “a carga”.
Em: “Quantos ais!”, a palavra “ais” está no plural porque é um substantivo, o que não pode acontecer com “ai” em: “Ai, antes fosse”, que é uma interjeição.
As expressões “De ferro” e “Sem berro”, na última estrofe do poema, são adjuntos adnominais de “toneladas” e “lágrimas”, respectivamente.
Gabarito:
Em: “Rio Doce”, “Doce” é um substantivo próprio, funcionando como um aposto especificativo, porque individualiza o substantivo “rio”, de sentido genérico.
A expressão “sem berro”, na verdade, é adjunto adverbial de modo, pois expressa o modo como as lágrimas são disfarçadas, ligando-se, portanto, ao verbo.