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Questão 1

IFBA 2016
Português

(G1/IFBA - 2016) 

Celular liberado

Em 2010, a pesquisadora em Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação Glaucia da Silva Brito e o mestrando em Educação Marlon de Campos Mateus, ambos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizaram uma pesquisa com professores de um colégio estadual de Curitiba (PR). A pergunta era: é possível usar os aparelhos celulares dos alunos com propósito pedagógico em sala de aula? A maioria não via nenhuma utilidade nos aparelhos, e ainda os considerava como um empecilho em suas aulas. Quatro anos depois, é crescente o número de professores que veem os celulares com outros olhos. E muitos os estão usando como aliados.

No Colégio Vital Brazil, de São Paulo (SP), costuma-se dizer que a liberação do uso dos smartphones e outros aparelhos eletrônicos em aula foi uma 1“necessidade”. A coordenadora pedagógica do ensino médio, Maria Helena Esteves da Conceição, conta que, desde 2013, o uso dos aparelhos eletrônicos passou a ser feito em laboratórios e aulas específicas, como artes e matemática.  Os pesquisadores da UFPR sugerem ainda outras possibilidades de uso pedagógico dos smartphones: pesquisas em dicionários on-line ou aplicativos, a câmera como recurso nas aulas de artes, as redes sociais com geolocalização para as aulas de geografia. 2Tudo depende do propósito pedagógico e da disponibilidade do professor.

3Mas será que esses aparelhos precisam ser usados em sala de aula? Não 4haveria outros meios para chegar aos mesmos resultados de pesquisa?  Para incorporar os smartphones nas classes, é preciso preparo dos professores e planejamento para as aulas, acredita Vanderlei Cardoso, professor e assessor de matemática do Colégio Vital Brasil.

Mãe do aluno 5David, do 9º ano do Colégio Bandeirantes, Beatriz Silva, 6aprova a utilização dos aparelhos eletrônicos em aula, “já que fazem parte do dia a dia dessa nova geração” e, segundo sua percepção, houve mudanças no processo de aprendizagem de seu filho. “Ele se tornou mais motivado para 7algumas atividades escolares específicas nas 8quais usa os aparelhos e apresentou mais autonomia para fazer pesquisa na internet e criatividade no uso de programas relacionados às artes gráficas”, relata. Mas Beatriz não esconde suas preocupações, que são as mesmas de muitos pais e pesquisadores, preocupados com o uso excessivo da tecnologia no cotidiano de jovens e crianças. “Minha preocupação é com o fato de os jovens permanecerem o tempo todo conectados aos smartphones. Considero que, 9dessa forma, há o risco de os recursos de informática se tornarem os ‘protagonistas’ do processo quando, na verdade, o foco deve ser sempre o recurso ‘humano’”, diz Beatriz.

Disponível em: http://revistaeducacao.uol.com.br. Acesso em: 24.09.2015. Adaptado.

Na referência 2, pode-se afirmar sobre a classificação morfossintática da palavra “Tudo” que:

A

é um predicado nominal.

B

é o sujeito simples da oração.

C

compõe o predicado da oração.

D

morfologicamente, pode ser classificada como substantivo.

E

constitui o sujeito indeterminado, uma vez que é impossível determinar quem pratica a ação.

Gabarito:

é o sujeito simples da oração.



Resolução:

Nessa questão, é preciso atentar ao termo “morfossintática” do enunciado, que abrange a sintaxe. A partir disso, pode-se fazer a seguinte análise morfossintática:

[Tudo]- sujeito 

depende - verbo

[do propósito pedagógico e da disponibilidade do professor]. – objeto indireto

Percebe-se que quem depende e, portanto, é sujeito da oração é “tudo”. Esse sujeito é classificado como simples, uma vez que há somente um termo (“Tudo”) ao qual o verbo “depende” se refere.

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