(G1 - ifce 2016) Leia os textos a seguir.
Texto I
Nova Poética Manuel Bandeira
Vou lançar a teoria do poeta sórdido. Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. Vai um sujeito, Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco [muito bem engomada, e na primeira esquina passa um [caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma nódoa de lama: É a vida O poema deve ser como a nódoa no brim: Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero [...]
Texto II
A característica da oralidade radiofônica, então, seria aquela que propõe o diálogo com o ouvinte: a simplicidade, no sentido da escolha lexical; a concisão e coerência, que se traduzem em um texto curto, em linguagem coloquial e com organização direta; e o ritmo, marcado pelo locutor, que deve ser o mais natural (do diálogo). É esta organização que vai “reger” a veiculação da mensagem, seja ela interpretada ou de improviso, com objetivo de dar melodia à transmissão oral, dar emoção, personalidade ao relato de fato.
VELHO, A. P. M. A linguagem do rádio multimídia. Disponível em: www.bocc.ubi.pt.
Encontramos nos textos I e II, respectivamente, as funções
conotativa e fática.
metalinguística e referencial.
emotiva e referencial.
fática e conotativa.
poética e conotativa.
Gabarito:
metalinguística e referencial.
No texto I, percebemos que Manuel Bandeira, por meio dessa teoria do poeta sórdido, descreve como deve ser a poesia por meio da própria poesia. Essa estratégia é caracterizada como função metalinguística. Nela, observamos que um código é usado para explicar o próprio código.
No texto II, nota-se um objetivo: o de informar sobre a atividade radiofônica. O trecho fala a respeito desse tipo de jornalismo de forma objetiva e denotativa, caracterizando-se assim como um enunciado que tem predomínio da função referencial da linguagem.
Dessa maneira, a alternativa correta é a letra [B].