(G1 - ifsp 2017) TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia o poema “Meninos Carvoeiros” abaixo, de Manuel Bandeira, escrito em 1921, para responder à(s) questão(ões).
Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
– Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.
Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.
(Pela boca da noite vem uma velhinha que os
recolhe, dobrando-se com um gemido.)
– Eh, carvoero!
Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles...
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se
brincásseis!
– Eh, carvoero!
Quando voltam, vêm mordendo num pão
encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como
espantalhos desamparados.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e com a gramática normativa e tradicional, assinale a alternativa em que os vocábulos devam ser acentuados, respectivamente, de acordo com a mesma regra de acentuação dos vocábulos apresentados abaixo, transcritos do poema.
Raquíticas – ingênua
Interim – inocuo
Orexia – picole
Exangue – exegese
Pandego – bifasico
Ritmista – vacuo
Gabarito:
Interim – inocuo
A palavra “raquíticas” é acentuada por ser uma proparoxítona. A palavra “ingênua” é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente. A palavra “ínterim” também é uma proparoxítona, devendo ser acentuada. A palavra “inócuo” também é uma paroxítona terminada em ditongo crescente, devendo ser acentuada.