(ITA - 1996 - 1ª FASE)
Embora tenha estreado sob influências parnasiano-simbolistas, logo aderiu definitivamente ao Modernismo.
O caráter geral de sua poesia é marcado pelo tom confidencial, pelo desejo insatisfeito, pela amargura e por referências autobiográficas.
Por vezes aproveita-se das formas clássicas ou faz incursões às formas mais radicais das vanguardas, sem contudo perder a marca de absoluta simplicidade, predominante em sua obra.
Essas informações referem-se ao autor dos seguintes versos:
Na rua Aurora eu nasci
Na aurora da minha vida
E numa aurora cresci.
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro!
- "A grande arte é como
Lavor de joalheiro"
A vida do poeta tem um ritmo diferente
É um contínuo de dor angustiante.
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E a sua alma é uma parcela do infinito distante
O infinito que ninguém sonda e ninguém compreende
E, em vez de achar luz que o céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.
Gabarito:
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro!
- "A grande arte é como
Lavor de joalheiro"
A alternativa correta é a letra B, na qual há um trecho da poesia "Os sapos", de Manuel Bandeira. Nela, há uma crítica às obras dos poetas parnasianos, apesar de inicialmente ter utilizado os recursos dessa escola literário nas obras "A cinza das horas" e "Carnaval", sendo considerado um poeta que apoderou dos recursos parnasianos, mas logo depois aderiu ao movimento modernista.
A letra [A], apesar de autoral, não apresenta desejo insatisfeito ou amargura.
A letra [C], correspondente ao poema de Vinícius de Moraes, não tem influência parnasiano-simbolista.
A letra [D] não tem características modernistas, apenas parnasiano-simbolistas.
A letra [E] trecho do poema de Cecília Meireles, artista que pertence à 2ª fase do modernismo.