(ITA - 2005 - 1ª FASE)
O livro de contos A Guerra Conjugal, de Dalton Trevisan, publicado em 1969, reatualiza alguns temas da ficção realista-naturalista do século XIX, e registra de forma crua a vida nos grande centros urbanos. Nesse sentido, é correto afirmar que nessa obra
os casais protagonistas, da média e alta burguesia, como nos romances de Machado de Assis, vivem sempre conflitos ligados ao adultério.
os protagonistas dos contos estão quase sempre envolvidos em conflitos conjugais e familiares, que levam à violência e à perversão.
a maior parte dos contos retrata dramas de casais massacrados por um cotidiano miserável e por uma vida sem perspectivas.
quase todos os casais (denominados sempre de João e Maria) vivem dramas naturalistas, gerados por taras e perversões sexuais.
as personagens são de classe média; vivem na periferia de grandes cidades, mergulhadas numa grande miséria existencial e cultural.
Gabarito:
a maior parte dos contos retrata dramas de casais massacrados por um cotidiano miserável e por uma vida sem perspectivas.
Alternativa: C
Os contos do livro Guerra Conjugal mostram o cotidiano de homens e mulheres que invariavelmente se chamam “João” e “Maria”. A vida banal, suburbana e muitas vezes pobre, é sacudida pelas traições, brigas, ciúmes doentios, desejos sexuais e até pela agressão.
As alternativas A e E estão incorretas, porque os personagens de Guerra Conjugal pertencem, predominantemente, às classes baixa e média baixa.
As alternativas B e D contêm alguns elementos corretos, mas são prejudicadas pela falta de precisão: é verdade, como afirma a alternativa B, que os personagens estão quase sempre envolvidos em conflitos familiares e conjugais, mas a violência e a perversão são situações extremas; o que prevalece é o conflito de interesses mesquinhos. A afirmação D fala de “dramas naturalistas” e afirma que esses supostos “dramas” são gerados por “taras e perversões sexuais”. O fato é que os contos de Dalton Trevisan são extremamente secos e destituídos de caráter dramático. A maioria dos personagens não são tarados ou pervertidos, mas pessoas comuns que vivem nos subúrbios de Curitiba.
A afirmação C fala do “drama de casais massacrados por um cotidiano miserável”, o que, no geral, está correto.