(ITA - 2010 - 1ª FASE)
O texto abaixo é a resposta a uma pergunta dirigida à escritora estadunidense Lenore Skenazy, quando entrevistada.
As coisas mudaram muito em termos do que achamos necessário fazer para manter nossos filhos seguros. Um exemplo: só 10% das crianças americanas vão para a escola sozinhas hoje em dia. Mesmo quando vão de ônibus, são levadas pelos pais até a porta do veículo. Chegou a ponto de colocarem à venda vagas que dão o direito de o pai parar o carro bem em frente à porta na hora de levar e buscar os filhos. Os pais se acham ótimos porque gastam algumas centenas de dólares na segurança das crianças. Mas o que você realmente fez pelo seu filho? Se o seu filho está numa cadeira de rodas, você vai querer estacionar em frente à porta. Essa é a vaga normalmente reservada aos portadores de deficiência. Então, você assegurou ao seu filho saudável a chance de ser tratado como um inválido. Isso é considerado um exemplo de paternidade hoje em dia.
(IstoÉ, 22/07/2009)
A palavra “isso”, na última linha do texto, retoma o fato de
as crianças americanas hoje não irem sozinhas à escola.
pais americanos tratarem seus filhos saudáveis como inválidos.
apenas 10% das crianças americanas irem sozinhas para a escola.
venderem vagas para os pais pararem o carro em frente à porta da escola.
os pais levarem e buscarem seus filhos até a porta do ônibus que os leva à escola.
Gabarito:
pais americanos tratarem seus filhos saudáveis como inválidos.
[B]
*observação prévia: pelo período de elaboração da questão (2009/2010), expressões como "inválido" eram legitimadas para se referir a pessoas com deficiência. Atualmente, esse tipo de analogia e nomenclatura possui uma conotação pejorativa, e não deve ser incorporado aos nossos usos e referências.
A palavra “isso”, na última linha do texto, retoma o fato de pais americanos tratarem seus filhos saudáveis como "inválidos", o que se constata pela frase anterior: “Então você assegurou ao seu filho saudável a chance de ser tratado como um inválido. Isso...”. Essa "chance" é o que, segundo a autora, é considerado exemplo de paternidade.