(ITA - 2012 - 1ª FASE)
Embora todas as opções estejam respaldadas no texto, a crítica mais abrangente da autora às revistas dirigidas às mulheres da classe C deve-se ao fato de tais revistas
sugerirem dietas amalucadas.
fornecerem soluções equivocadas para os anseios das mulheres da classe C.
levarem muito a sério as pesquisas sobre as mulheres da classe C.
sugerirem às possíveis leitoras terem seus próprios negócios.
terem como principal preocupação o consumo.
Gabarito:
fornecerem soluções equivocadas para os anseios das mulheres da classe C.
[B]
Embora todas as opções presentes nas alternativas estejam respaldadas no texto, a crítica mais abrangente da autora às revistas dirigidas às mulheres da classe C deve-se ao fato de tais revistas fornecerem soluções equivocadas para os anseios das mulheres dessa classe:
“Sei que deve ser utopia, mas gostaria de ver publicações para a classe C que ensinassem as pessoas a se alimentar melhor, que mostrassem como a obesidade anda perigosa no Brasil porque se come mal. Atacando, inclusive, refrigerantes, redes de fast food e guloseimas, sem se preocupar em perder anunciantes. [...] Gostaria de ver reportagens ensinando as mulheres da classe C a se sentirem bem com seu próprio cabelo, muitas vezes cacheado, em vez de simplesmente copiarem as famosas. Que mostrassem como é possível se vestir bem gastando pouco, sem se importar com marcas.
Gostaria de ler reportagens nas revistas para a classe C alertando os pais para que vejam menos televisão e convivam mais com os filhos. [...] Que tivessem dicas de livros, notícias sobre o mundo, ciências, artes – é possível transformar tudo isso em informação acessível e não apenas para conhecedores, como se a cultura fosse patrimônio das classes A e B. Gostaria, enfim, de ver revistas populares que fossem feitas para ler de verdade, e que fizessem refletir.”
A alternativa B, portanto, responde corretamente à questão.