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Questão 33

ITA 2015
Português

(ITA - 2015 - 1ª FASE) 

A questão seguinte refere-se aos dois excertos de entrevistas com dois africanos de Guiné-Bissau, que foram universitários no Brasil nos anos 1980.

Excerto 1: Para muitas pessoas, mesmo professores universitários, a África era um país. “Ah, você veio de onde? Da África?” “Sim, da Guiné-Bissau.” “Ah, Guiné-Bissau, região da África.” Quer dizer, Guiné-Bissau pra eles é como Brasil, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro.

Excerto 2: Porque a novela passa tudo de bom, o pobre vive bem, né? Mesmo dentro da favela, você vê aquela casa bonitinha, tal. Então tinha uma ideia, eu, pelo menos, tinha uma ideia de um Brasil... quer dizer, fantástico!

(Extraídos do curta-metragem Identidades em trânsito, de Daniele Ellery e Márcio Câmara. Disponível em: http://portacurtas.org.br)

A visão de alguns brasileiros sobre Guiné-Bissau, segundo um guineense (Excerto 1), assim como a de um outro guineense sobre o Brasil (Excerto 2) é

A

idealizada.

B

pessimista.

C

equivocada.

D

antropocêntrica.

E

utilitarista.

Gabarito:

equivocada.



Resolução:

[C]

Os brasileiros que pensam que "África" é um país possuem uma visão enganada geopoliticamente a respeito do continente e também de seus países, como o caso de Guiné-Bissau. Analogamente, o guineense que pensa que o Brasil é um país sem pobreza, pela visão idealizada das novelas, também enxerga o país de modo errôneo. As duas visões compartilham, portanto, o caráter equivocado

Sobre as demais afirmativas: 

a) A perspectiva dos brasileiros não idealiza Guiné, visto que nem chega a conhecer de fato a realidade e as particularidades do país. Quanto ao relato do guineense, havia uma idealização (que partia das novelas) mas que foi contestada pela realidade vivida no país; 

b) A visão dos brasileiros a respeito de Guiné-Bissau não chega a ser pessimista, pois não apresenta a expectativa negativa para o futuro. É, simplesmente, uma visão ignorante, que desconhece as individualidades da nação dentro do continente em que se situa. Quanto à opinião do guineense, havia uma idealização que foi quebrada, o que pode indicar certo "desengano" com o Brasil;

d) Não há um foco no aspecto humano em nenhuma das perspectivas apresentadas pela entrevista. É impossível afirmar que haja um viés antropocêntrico em qualquer um dos discursos; 

e) Nem os brasileiros nem o guineense revelam ter sobre os respectivos países (Guiné e Brasil) uma visão voltada para o utilitarismo, isto é, para a utilidade e os benefícios que esses países podem oferecer. 

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