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De acordo com o texto, uma expectativa da sociedade brasileira que ainda se mantém é
a carreira sacerdotal como forma de ascensão social.
a carreira militar como garantia de rápida progressão profissional.
o casamento como garantia de segurança econômica para as mulheres.
a aprovação em concurso público como garantia de sucesso profissional.
o diploma universitário como garantia de emprego e reconhecimento social.
Gabarito:
o diploma universitário como garantia de emprego e reconhecimento social.
[E]
A argumentação do cronista, ao longo de todo o texto, consiste em desmistificar uma ideia ainda arraigada no senso-comum: a de que um diploma universitário é garantia de sucesso e emprego. Quando cita o "engano" dos jovens recém-aprovados que celebram o ingresso na universidade, ou quando afirma categoricamente que "o número de diplomados é muitas vezes maior que o número de empregos", o autor revela justamente a incompatibilidade entre as esperanças sociais depositadas na formação acadêmica em contraste com a realidade do mercado laboral.
Sobre as demais alternativas:
A, B e C são colocadas no texto como garantias para os pais no passado, ("havia um tempo", "naquele tempo"). Não se aplicam a uma expectativa que ainda se mantém, diferente da formação universitária, que segue sendo motivo de "tranquilidade" para as famílias.
Quanto à letra D: o autor não focaliza a questão do concurso público como fonte de crença na inserção profissional do concursado. Ele alude a isso ao falar do Banco do Brasil, mas não confirma que isso se mantém ainda hoje.