(PUC SP - 2006) A farsa O Velho da Horta revela surpreendente domínio da arte teatral. Segundo seus estudiosos, Gil Vicente utiliza-se de processos dramáticos que se tornarão típicos em suas criações cômicas. Não condiz com as características de seu teatro,
o rigoroso respeito à categoria tempo, delineado na justa sucessão do transcorrer cronológico das ações.
a não preparação de cenas e entrada de personagens, o que provoca a precipitação de certos quadros e situações.
o realismo na caracterização social, psicológica e linguística de seus personagens.
o perfeito domínio do diálogo e grande poder de exploração do cômico.
o pouco aparato cênico, limitado ao necessário para sugerir o ambiente em que decorre a peça.
Gabarito:
o rigoroso respeito à categoria tempo, delineado na justa sucessão do transcorrer cronológico das ações.
O teatro vicentino é marcado por uma sátira da sociedade da época. Trazia nas personagens, que representavam grupos e classes sociais, que salientavam as questões culturais do momento. Gil Vicente, apesar de bastante religioso, carregava em suas obras uma crítica ao clero e sua moral. O No que diz respeito à forma, as peças eram bem simples e tinha uma estrutura poética. Outro ponto importante é o rompimento com os três eixos: espaço, tempo e ação. Com muita liberdade, suas farsas e autos dão saltos temporais e não tem uma lugar determinado em que acontecem. Dessa maneira, podemos concluir que a alternativa que não apresenta características presentes na obra do autor é a letra A: o rigoroso respeito à categoria tempo, delineado na justa sucessão do transcorrer cronológico das ações.