(Pucsp 2013) Os grupos provinciais acabaram se envolvendo com a construção do Estado, mas ao fazê-lo impuseram uma organização institucional que preservava o controle de cada um deles sobre sua província e, ao mesmo tempo, lhes conferia poder de influência no governo central.
Miriam Dolhnikoff. O pacto imperial. São Paulo: Globo, 2005, p. 285.
O texto trata do processo de formação do Estado brasileiro na primeira metade do século XIX e destaca
o confronto entre o modelo federativo de inspiração norte-americana e o modelo unitário que prevaleceu na constituição dos Estados nacionais na América Hispânica.
a combinação de elementos unitários e federalistas, que assegurou simultaneamente a unidade nacional e a manutenção dos poderes oligárquicos locais.
o isolamento das oligarquias locais, que conseguiram reforçar seu poder dentro das províncias, mas não interferiam nas decisões de caráter nacional.
a vitória dos defensores de um Estado nacional federativo e fragmentário e a derrota de todas as propostas de unificação das províncias.
a derrota definitiva dos projetos autonomistas das províncias e o fracasso dos ideais de centralização política, que eram incapazes de assegurar a unidade nacional.
Gabarito:
a combinação de elementos unitários e federalistas, que assegurou simultaneamente a unidade nacional e a manutenção dos poderes oligárquicos locais.
Os grupos provinciais a que o texto se refere são os poderes locais, que "governavam" nas províncias. Seriam os representantes do federalismo à época. O Estado era o governo federal, central e organizado. O início da república brasileira foi marcado pelo dualismo político, no qual os acordos entre Estado e províncias favoreciam tanto o federalismo quanto o centralismo. Os líderes regionais adquiriram poder político por meio de acordos com o Estado: este último precisava de apoio da população para se manter no poder, e os poderes locais poderiam fornecê-lo.