(PUC/Campinas - 2016)
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Para responder à(s) quest(ões) a seguir, considere o texto abaixo.
(...) os mitos e o imaginário fantástico medieval não foram subitamente subtraídos da mentalidade coletiva europeia durante o século XVI. (...) Conforme Laura de Mello e Sousa, “parece lícito considerar que, conhecido o Índico e desmitificado o seu universo fantástico, o Atlântico passará a ocupar papel análogo no imaginário do europeu quatrocentista”.
(VILARDAGA, José Carlos. Lastros de viagem: expectativas, projeções e descobertas portuguesas no Índico (1498-1554). São Paulo: Annablume, 2010, p. 197)
Se no século XVI a presença de mitos e do imaginário fantástico se fazia notar nas artes e na literatura europeia, como em Os Lusíadas, de Camões, no Brasil isso não ocorria porque
as tendências literárias mais sistemáticas no país privilegiavam as formas clássicas.
predominava entre nós a inclinação para as teses do Indianismo.
nossas manifestações literárias consistiam em descrições informativas e textos religiosos.
os jesuítas opunham-se a qualquer divulgação de literatura calcada em mitos pagãos.
não era do interesse do colonizador permitir a difusão da alta cultura europeia entre nós.
Gabarito:
nossas manifestações literárias consistiam em descrições informativas e textos religiosos.
[C]
É correta a opção [C], pois, no século XVI, o objetivo da Literatura brasileira era meramente informativo ou catequético. Jesuítas, cronistas e viajantes portugueses produziram inúmeros textos sobre a terra recém-descoberta, como a “Carta de Pero Vaz de Caminha” (1500), além de poesias e autos religiosos com a finalidade de catequizar os índios, como “Do Santíssimo Sacramento” e “A Santa Inês”, de José Anchieta.