(PUC-RJ 2017) Sterna paradisaea, também conhecida como andorinha do ártico, é uma ave migratória que percorre aproximadamente 40.000 km a cada ano. A maior parte da energia requerida para uma ave realizar uma rota migratória de longa distância é armazenada sob a forma de:
Glicogênio
Gordura
Proteína
Carboidratos
ATP
Gabarito:
Gordura
Considerando a pouca alimentação durante o período de migração, a andorinha tem disponível ao seu metabolismo a fonte primária de energia, o carboidrato, dessa forma, ela utilizará de seus tecidos de reserva para manter a atividade metabólica nesse período.
Uma opção seria o glicogênio, uma reserva hepática de carboidratos utilizada em atividades moderadas, o que não é o caso da migração realizada por essa espécie.
A outra reserva disponível seria o tecido adiposo da ave, a forma mais viável de armazenamento de energia devido ao baixo grau de hidratação de moléculas de gordura e ao alto rendimento energético gerado em sua quebra quando comparadas ao carboidrato. Sendo assim, gasta-se menos espaço celular armazenando lipídeos e é gerado mais energia ao metabolizar lipídeos.
Considerando que o execício prolongado exige o consumo de uma unidade de reserva, não há a possibilidade de gerar energia pela metabolização de proteínas já que esse componente não é armazenado como reserva e sim incorporado, a partida da alimentação, à massa muscular do animal.