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Questão 58292

UECE 2018
Sociologia

(UECE - 2018)

Sobre a "Ética do Discurso" de Habermas, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

( ) Procura um fundamento metafísico no discurso argumentativo.

( ) Desconsidera a guinada pragmática da linguagem na filosofia contemporânea e continua se embasando na guinada hermenêutica da linguagem.

( ) Habermas apresenta sua ética do discurso como sendo cognitivista, solipsista e procedimentalista.

( ) Constitui-se, dentre outras coisas, de uma reformulação do imperativo categórico kantiano na busca de uma fundamentação última baseada na linguagem.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

A

F, F, F, F.

B

F, V, V, V.

C

V, V, V, F.

D

V, F, F, V.

Gabarito:

F, F, F, F.



Resolução:

Procura um fundamento metafísico no discurso argumentativo.

Afirmativa falsa.  A Ética do Discurso para Habermas não busca fundamentos metafísicos para aplicar nos discursos argumentativos, pelo contrário, visa estabelecê-los de modo racional. 

 

Desconsidera a guinada pragmática da linguagem na filosofia contemporânea e continua se embasando na guinada hermenêutica da linguagem.

Afirmativa falsa.  A  Ética do Discurso tem na linguagem argumentativa um critério procedimentalista, portanto, é mais pragmática que hermenêutica - isto é, baseada na interpretação dos textos e do sentido das palavras.

 

Habermas apresenta sua ética do discurso como sendo cognitivista, solipsista e procedimentalista. 

Afirmativa falsa.  O cognitivismo implica a crença de que a razão pode ser um guia adequado na identificação do que é moralmente correto ou incorreto, portanto, realmente Habermas atribui tal conceito a sua teoria. Além disso, a Ética do Discurso tem na linguagem argumentativa um critério procedimentalista visando uma fundamentação racional de normas morais, sendo que a validade de uma norma é determinada pelo consenso alcançado entre sujeitos capazes de linguagem e ação. No entanto, como a fundamentação e a validade das normas morais passa a residir no âmbito de procedimentos de ação comunicativa, Habermas contraria a racionalidade da consciência solipsista de Kant - a ideia de que tais parâmetros serão moldados por nossas experiências. 

 

Constitui-se, dentre outras coisas, de uma reformulação do imperativo categórico kantiano na busca de uma fundamentação última baseada na linguagem.

Afirmativa falsa.  O imperativo categórico é uma ideia de Immanuel Kant para que se possa analisar o que motiva a ação humana, a fim de compreender os findamentos da moral e da ética. Se tais parâmetros, para Kant, representam a imposição de uma razão subjetiva no mundo, não se pode obter uma fundamentação última, concreta ou objetiva, como infere a afirmativa. Na verdade, enquanto Kant extraía princípios morais das necessidades de imposição dessa razão subjetiva, Habermas retira seus princípios morais das necessidades de imposição dos indivíduos engajados no discurso justificativo da validade, ou seja, das pressuposições de comunicação e argumentação. Ou seja, é intersubjetiva. 

 

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