(UECE 2019/2)
O inchaço das grandes cidades brasileiras, em decorrência da migração da população campesina, fez surgir realidades caóticas nas metrópoles. Em razão disso, importantes movimentos sociais urbanos surgem contestando a lógica políticoterritorial brasileira, responsável por deixar milhões de pessoas em condições precárias, ou, até mesmo, sem moradia.
DIAS, Luan Guilherme; SILVA, Juvêncio Borges. Pensar, Fortaleza, v. 23, n. 2, p. 1-13, abr./jun. 2018, p. 5. Disponível em: https://periodicos.unifor.br/rpen/article/download/6450/pdf
Sobre movimentos sociais urbanos, é correto dizer que
são organizações governamentais criadas para mediar os interesses do Estado junto às populações moradoras das periferias das cidades, com objetivo de ajudá-las a conquistar seus direitos.
são movimentos populares, na cidade, que ajudam a transformar a realidade social, mobilizando a sociedade a partir de protestos e ou pressão ao círculo oficial do poder, visando garantir direitos sociais básicos.
seus objetivos fundamentais de criação e de existência, em todas as sociedades, são a cooperação e a cogestão dos interesses das populações urbanas e dos governos.
possuem relação harmoniosa com o Estado em função da relação de satisfação estabelecida entre a vontade coletiva e a dos grupos que dominam os recursos materiais da sociedade.
Gabarito:
são movimentos populares, na cidade, que ajudam a transformar a realidade social, mobilizando a sociedade a partir de protestos e ou pressão ao círculo oficial do poder, visando garantir direitos sociais básicos.
A) Incorreta. Os movimentos sociais não tem origem governamental, mas sim, civil.
B) Correta. Um exemplo de movimento social urbano é o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que luta pelo direito à moradia, pela reforma urbana e pela diminuição da desigualdade social.
C) Incorreta. Seu objetivo fundamental não é, necessariamente e em todos os movimentos sociais, buscar atuar em cooperação com o Estado. Na verdade, essa não é uma realidade comum.
D) Incorreta. Normalmente, as relações dos movimentos sociais urbanos com o Estado são hostis e violentas, uma vez que o Estado visa à proteção da propriedade privada a qualquer custo, mesmo que ela não esteja servindo para a sua finalidade.