(UEFS/BA - 2013 - Meio do ano)
I
Sob o sono
quantas naus à espera de portos
além do mar que espreitamos
e de outros que nunca soubemos
entre o céu acima do mar
e o outro acima este céu
quantos voos à espera de asas
entre os sonhos que sonhamos
e o sonho que nos sonham
quantos sonos por acordar
CUNHA, Helena Parente. Além de estar: antologia poética. Rio de Janeiro: Imago, 2000, p. 72.

MILTON, Lygia. Primavera ao luar. In: Matos, Matilde Augusta de. Água, reflexos na arte da Bahia. Salvador:
EPP Publicações e Publicidade; Camurê Publicações, 2012, p. 91.
O texto de Helena Parente Cunha evidencia uma voz poética que
não se satisfaz com a beleza do mar.
revela estar no aguardo de algo que virá.
expressa medo de se perder em suas divagações diante do infinito.
descrê na existência de lugares tão belos quanto os que ora admira.
compara as sensações vividas no momento com as dos que estão distantes dali.
Gabarito:
revela estar no aguardo de algo que virá.
O texto de Helena Parente Cunha evidencia uma voz poética que
não se satisfaz com a beleza do mar. Comentário: alternativa incorreta.Não há evidências presentes no texto de Helena Cunha que afirmam a insatisfação do eu-lírico com a beleza do mar.
revela estar no aguardo de algo que virá. Comentário: alternativa correta. O eu-lírico revela uma possibilidade no agurdo de algo que poderá chegar a partir dos seguintes trechos "quantas naus à espera de portos";"além do mar que espreitamos";"e de outros que nunca soubemos".
expressa medo de se perder em suas divagações diante do infinito.Comentário: alternativa incorreta.Não há evidências presentes no texto de Helena Cunha que expressam o medo do eu-lírico em se perder diante das divagações no infinito.
descrê na existência de lugares tão belos quanto os que ora admira. Comentário: alternativa incorreta.Não há evidências presentes no texto de Helena Cunha que impõe a descrência na existência de lugares belos.
compara as sensações vividas no momento com as dos que estão distantes dali. Comentário: alternativa incorreta.Não há evidências presentes no texto de Helena Cunha que afirmam a comparação realizado pelo eu-poético com suas próprias sensações vividas num momento determinado.